
Recebi o texto abaixo por e-mail, enviado por uma amiga minha jornalista, a Roselaine. Como o spam anda circulando livremente pela net, mas nem todos ainda tiveram acesso, reproduzo abaixo para vocês:
Zé Bob ou Zé Bobo?
Quem exerce a profissão de jornalista e já pisou pelo menos uma vez numa redação de jornal deve estar de cabelo em pé com as aparições do personagem Zé Bob, vivido pelo ator Carmo Dalla Vecchia, em A Favorita, novela de João Emanuel Carneiro.
No folhetim do horário nobre da Globo, Zé Bob pratica aquilo que denomino carinhosamente de “jornalismo óbvio-ululante“. Preciso explicar? Aquele em que o poderoso Bob usa o próprio carro para fazer reportagens, além de fotografar e fazer perguntas aos entrevistados – tirando, ao mesmo tempo, o emprego de motoristas profissionais e de repórteres-fotográficos.
Nada contra a atuação do Carmo Dalla Vecchia… Mas tenho apenas duas curiosidades: gostaria de saber quem o ajudou a traçar esse perfil surrealista para “compor” o personagem e quanto ganha o Zé Bob?
E seria muito bom pra mim, como jornalista, poder atuar em um jornal em que euzinha ditasse as próprias regras de conduta. Trabalhar só quando estiver a fim. Seduzir, beijar e brigar com as fontes em locais públicos. Bater-boca com político em pleno comício. Manter a postura “irritadinha, graças a Deus“. Rebelde por quê? Pra quê?
Meus caros coleguinhas de profissão, ninguém merece aparecer como um Zé Bobo no horário nobre! E viva Neide Duarte, Márcia Mendes, Barbosa Lima Sobrinho, Luis Fernando Veríssimo…
E se o Zé Bob me mandar o e-mail, eu enviarei com prazer o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros.
Fonte: Stela Nóbrega, jornalista e nada boba