Andre Fischer (foto) é o exemplo de homem performático e multimidiático. Exercendo o jornalismo como diretor da revista Junior e de editor do portal Mix Brasil no UOL. Conquistou ao longo de sua carreira muitos fãs e admiradores que chegam a ir em casas noturnas paulistas como A Lôca, nos dias em que ele é DJ (sim ele também entende de música) especialmente para ver o jovem tocar.
Andre atingia o auge de sua carreira com o Festival Mix Brasil de Diversidade Sexual. Com 16 anos de vida, a mostra é um sucesso quase tão grande quanto sua maior atração o Show do Gongo de Marisa Orth, que é realizado há sete anos. Realmente Fischer é um sucesso e mais que isso um patrimônio histórico para a luta contra o preconceito na mídia brasileira.
Cultureba – Você sempre ilustra suas colunas no MIX Brasil com figuras de animês e mangás yaois. Você gosta? Acompanha? Tem contato com este mundo “otaku”?
André Fischer – Tenho alguns mangás e freqüento sites de na internet. Acho a estética yaoi a mais moderna e adoro a maneira poética como abordam a homossexualidade de seus personagens.
Cultureba- Você sabia que existem grupos organizados de fãs gays de animes e mangás como o Otaku Yaoi e o Yaoi Connection e não param de surgir comunidades de
jovens sobre o assunto no Orkut e de se organizar encontros e exibições? Você acha isto bom ou ruim? Pode ocorrer uma precocidade nos jovens ao falarem tão cedo sobre este assunto?
AF – Acho excelente. Nunca é cedo para começar a falar de sexualidade francamente e de uma maneira tão sutil como nos animes e mangás.
Cultureba- Nos eventos de animê, é raro encontrar pessoas com preconceitos para casais de gays e lesbicas. Como você vê esta liberdade maior? A que você atribuiria isto?
AF – Acho que essas pessoas estão conectadas com uma liberdade maior de expressão e por isso já se libertaram de seus preconceitos.
Cultureba – “Sakura Card Captors”, foi à série japonesa com maior incidência de Yaoi (gay) e Yuri (lesbica) já exibido integralmente no país. A série foi ao ar sem cortes na dublagem e nas cenas no Cartoon Network. Mas na Rede Globo o animê passou redublado e com apenas 12 dos 20 minutos de cada episódio. O que você pensa sobre censuras como esta, que não atinge somente animês, mas novelas como “America”?
AF – A censura é um retrocesso. Infelizmente estamos vivendo um momento complicado. Os veículos de comunicação temem polêmicas e preferem tesourar o trabalho criativo com medo de processos ou de se indisporem com grupos conservadores, estes cada vez mais articulados.
Cultureba – A ‘censura’ também atingiu “Sailor Moon” que teve um personagem gay transformado em mulher pela dublagem e outras séries. Mas o animê Utena, foi lançado em DVD sem cortes. Acha que a abertura para estas produções esta aumentando? Qual seria a solução (o DVD, cinemas
alternativos, etc)?
AF – A solução está justamente no mercado dito alternativo se organizar – e isso felizmente está acontecendo. Não adianta querer contar com gigantes da mídia, eles tendem a ser mais conservadores mesmo .
Cultureba – Como os pais reagem ao ver o filho ou a filha vendo uma produção destas? Qual seria a melhor atitude neste caso?
AF – Acho que eles devem reagir tranqüilamente. Proibir não me parece ser a alternativa mais inteligente. Se eles não concordam com o conteúdo destas produções devem deixar claro aos filhos o que acham delas. Mas deixar para os filhos a decisão do que devem ou não consumir em termos de arte.
Cultureba – A que se atribui o fato de tantas meninas heterossexuais freqüentarem estes encontros gays e gostarem de desenhos com amor entre dois homens? Este assunto mexer com a mente das mulheres é novo ou já existia antes com outras
mídias como filmes e quadrinhos adultos gays?
AF – Até onde sei o fenômeno do yaoi ser consumido por meninas adolescentes heterossexuais é algo da cultura japonesa. Por lá também são elas, e não os marmajos, que lotam estádios em jogos de futebol. Talvez tenha a ver com o
fato dos rapazes mostrados nas histórias serem mais sensíveis e elas se identificarem com este tipo masculino, ainda que eles gostem de rapazes.
Cultureba – Sobre filmes orientais com atores (live action). Como é a recepção deles no ocidente? Filmes como “Tabu” tem espaço na mostra?
AF – Os filmes japoneses são sempre muito bem recebidos no Festival, pois possuem uma narrativa diferente da ocidental. Esse ano estamos apresentando uma programação de filmes chineses, a maior de filmes gays já apresentada fora da China (entrevista originalmente realizada durante o festival de 2005).
Em tempo: A Argentina pôs em vigor ontem (27) uma reforma da Justiça Militar que acabou com os tribunais especiais para militares e com punições a homossexuais nas Forças Armadas.

Assim como nos clipes, os seus shows são espetáculos únicos. Inspirados por bandas de ‘glam rock’ e apresentações teatrais – assim como as bandas de ‘J-rock’, como “Malice Mizer”, perceberão alguns fãs -, suas performances são verdadeiras representações e leituras dramáticas das letras de suas músicas. Com direito até mesmo a fogos de artifício, efeitos especiais e cabos de aço elevando os integrantes da banda no ar, esses shows marcaram bastante o estilo da banda, e renderam à ela um público não arrebanhado praticamente nunca na Argentina. Conseqüentemente, renderam também muitos prêmios como o “Banda Revelação de 2002″, pela “Rolling Stone Magazine” da Argentina e as indicações no “Video Music Awards Latino-América MTV Latino 2005″.
Ela sempre esteve envolvidas em polêmicas, seja pelos seus ex-namorados ou pelo uso desenfreado de drogas ilegais. Agora, após sair da clinica de reabilitação, a cantora Amy Winehouse voltou a ser matéria em jornais do mundo todo.

Até tentaram adestrar o cão, quando jovem, mas acabaram desistindo. Certa vez, havia um grande pernil sobre a mesa. O cão, em seu breve treinamento, aprendeu que não devia pegar nada que ali estivesse. Então sentou ao seu lado (ele podia sentar ao lado da mesa e, ao mesmo tempo, apoiar o queixo sobre ela, tão grande que era), disfarçou, e apenas lambeu a carne, pela lateral da boca. Tá certo; falaram pra não comer, mas não disseram nada sobre lamber…
Num domingo de manhã, o telefone da minha casa tocou. O velho partira primeiro. Restou o cão. Segundo alguns parentes, o velho, receoso de que morreria logo e deixaria o cão sem dono, marcou um dia para sacrificá-lo, mas não deu tempo. Passou mal, foi internado e morreu, na semana que escolhera para a morte de seu amigo.













