Uma vez por ano, acontece na cidade de São Paulo a Virada Cultural. Para a edição de 2009 (a quinta do evento) estão programadas variadas atividades nos dias 2 e 3 de maio – a partir das 18hs do dia 2, até às 18hs do dia 3. Ainda não foram divulgadas todas atrações, até o momento apenas a banda francesa Carabosse está confirmada, ela virá em comemoração do Ano da França no Brasil.
Fui em todas as Viradas Culturais e acho até hoje a terceira edição, a melhor. Era lindo ver o centro com tanta gente à noite e tanta atrações boas ao mesmo tempo. Mas as falhas também eram gritantes.
O grupo Teatro Mágico foi uma das grandes atrações pois tem um público de jovens bem forte e todos estavam presentes no evento com seu nariz de palhaço, mas creio que o palhaço pode ter sido o público. No encontro da rua São João com o Vale do Anhangabaú lotado o mínimo que se espera é segurança. No show do Teatro Mágico teve uma confusão grande e algumas pequenas e não era possível enxergar PMs (Policiais Militares) e nem GCMs (Guardas Civis Metropolitanos) no local do show, durante a confusão. E eram apenas 20 horas.
A Praça da Sé, mais tarde, às 01 da madruga, tinha jovens em cima de bancas de jornal, pessoas bêbadas, mas ainda estava calma a virada. Sorte, pois quando a confusão começou no final da noite percebemos como a falta de policiamento e postos médicos pode ser perigosa em shows assim ao ar livre.
Para minha sorte, eu estava bem longe dali, na rua Viera de Carvalho, onde os shows prosseguiam em ordem. Em paz. Com muita alegria e jovens de todas as idades dançando samba até o dia clarear. A guerra não se alastrou por todo o centro e não por toda a Virada. Mas alguns amigos ainda estavam na Sé, e pra eles restou o medo e o trauma da confusão.
É bom saber que o evento continuou, pois fora à confusão na Sé, ele foi lindo. Mas que continue com mais policiamento, mais ações da policia e mais postos médicos. No entanto, sempre vamos lembrar que foi sorte alguém não morrer naquela ocasião.
Mas foi emocionante a Virada Cultural, um evento mais mágico que o próprio grupo que fui assistir. Ver o centro tomado em todas as suas ruas por música, dança, teatro, circo e especialmente pessoas é algo único, emocionante, maravilhoso.
Viva o centro. Viva São Paulo. Viva a Virada cultural. O show tem que continuar… Venha para São Paulo e curta a Virada Cultural 2009.
Edit.: Divulgadas as atrações da quinta Virada Cultural. Confira AQUI!













Oi gostaria de saber quem estaará este ano na virada..
XbeijOosX
xSicax
Carambaaa…será que não existe nenhum site que publique as atrações musicais da virada cultural de 2009??
Juro que gostaria de me juntar à apologia da Virada, que nos palcos de rua deve ter sido mesmo maravilhosa. Gostaria de me juntar a você e dizer “curta a virada sem medo”, não fosse o que ocorreu neste sábado no teatro Municipal. A “organização” que tomou conta do municipal deu um show de horror.
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Pelo menos 3 horas de fila para o show, até ai tudo bem, era o esperado.
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Havia jovens, velhos, crianças. As pessoas querem se sentar, ir ao banheiro – foram pelo menos 3 horas sem banheiro e sem agua na fila. Eu preocupada com aquela aglomeração: os funcionários da “organização” continuam a botar o povo pra dentro desse cerco.
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dá a hora e a “organização” bota todo mundo correndo pra dentro do hall de entrada do Municipal, mas seguranças nas escadas e nas portas que dão acesso aos corredores (por onde há o acesso à platéia e às Frizas) bloqueiam a entrada das pessoas que se aglomeram, num grande amontoado.
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Há jovens, velhos, crianças. As pessoas querem se sentar, ir ao banheiro – foram pelo menos 3 horas sem banheiro e sem agua na fila. Eu preocupada com aquela aglomeração: os funcionários da “organização” continuam a botar o povo pra dentro desse cerco.
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Eu, que entrei entre os vinte primeiros, começo a olhar para trás – aquela aglomeração toda de gente espremida, e noto que não há escapatória: já naquele momento eu queria mesmo era desistir, ir embora dali. Meus sentidos me diziam que aquilo ia dar uma grande merda, pois agora, ao invés de estarmos numa fila – onde tudo é muito mais civilizado, estavamos comprimidos naquele espaço, num pacotão apertado de pessoas cansadas, e não era possível entender porque faziam isso conosco. Se não era pra entrar, por que não nos deixaram do lado de fora, na fila?
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Eu, na frente da porta, amassada num pacotão de pessoas, comecei a temer pisoteamentos, por isso pedi licença e forcei meu caminho para encostar na parede ao lado da porta, de forma a estar fora do caminho da avalanche de pessoas que certamente ocorreria quando os “seguranças” deixassem entrar.
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Quando depois de mais uns 40 minutos de espera nessa situação, os “seguranças” deixaram entrar, fiquei realmente surpresa pela capacidade de auto-contenção daquela multidão. Não que a entrada de muitos ao mesmo tempo não tenha sido uma coisa espremida, mas nada de violência, empurrões ou pisoteamentos. Entramos no corredor que dá nas entradas da platéia e das frizas e de novo os seguranças – agora na porta da entrada da platéia – novo amontoamento. Impossível chegar ao banheiro.
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Finalmente deixaram as pessoas entrarem na platéia. As entradas para as frizas estavam trancadas. Funcionários de chaves na mão pareciam não saber se abriam as portas das frizas ou não. Davam petis. A campainha soava – havia filas nos banheiros. Os funcionários continuavam a dar peti e dizer – ou melhor, berrar na cara das pessoas – que se elas não entrassem já ficariam de fora. Alguém frustrado deu um murro em uma porta – não defendo essa pessoa, mas na hora chamaram a polícia. O policial soube ser muito mas muito mais grosseiro que qualquer um foi até aqui e deu seu show particular. Pensei de novo em ir embora. Tentei me dirigir educadamente a uma funcionária que deu seu peti gritando na minha cara e me mandou subir. Desisti do banheiro e Subi.
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Estava devidamente sentada na parte alta do teatro (como se chama mesmo? galé?galeria?) De onde não dava pra ver nem o topo da cabeça do Tom Zé. As pessoas naturalmente ficavam de pé. “Seguranças” dando broncas: não era pra ficar de pé. as pessoas nas primeiras cadeiras apoiavam os braços no espaldar das muretas. Eu mesma teria feito isso: estava exausta. Mais broncas: não era pra apoiar os braços. Seguranças dando broncas e ameaçando tirar as câmeras das pessoas que batiam fotos. Não notei um flash.
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Ou seja, quando começou o show, a platéia muda enquanto Tom Zé pedia que cantássemos junto. Foi difícil tentar relaxar. Tentar cantar com Tom, foi mais impossível ainda. O grande nó na garganta de todos, acompanhada de uma nuvem de mau humor era sensível. Fui capaz de perceber que o show era muito bom, mas como ocorreu com muitos, a “organização” acabou com a nossa noite.
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O bom foi que Tom mandou levantar, mandou tirar foto, quebrou um pouco daquele grande gelo – um verdadeiro iceberg – da platéia, e quebrou as pernas dos “não pode” vindos dos “seguranças”. E quando Tom pediu que acompanhássemos na frase “que te pariu” senti que essa sim era uma frase que saia daquela multidão de gargantas.
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Luíza Erundina abria o municipal no 1o de maio para os trabalhadores. Neste Sábado, 2 de maio, senti que aquele espaço não se abriu nem mesmo para a classe média ali presente. Foi como se tivessem – ao invés de abrirem a porta da frente, – como se tivessem feito aquele povo entrar pelas latrinas do municipal. Para que sintamos o quanto não somos bem vindos.