Akira: O clássico filme com o clássico problema da redublagem

Recentemente o filme “Akira” voltou aos cinemas em exibições especiais legendadas. Em 2008 o assunto era o clássico japonês chegando ao mercado de DVD.

 

Akira é um dos maiores clássicos de todos os tempos dos animês e chegou repleto de expectativas com eventos especialmente dedicados a ocasião e outras novidades, como brindes para que comprasse o disco online. O resultado foi que ele logo se esgotou em um importante site de vendas.

 

Tudo estaria perfeito se não fosse por um detalhe, a dublagem que utilizaram no áudio em português do DVD possui a versão exibida pela Rede Bandeirantes. O que ocorre é que a distribuidora divulgou para a imprensa e fez um adesivo no formato da pílula da jaqueta do Kaneda, dizendo que o filme vinha com a dublagem do cinema, que é diferente da que foi ao ar na Band.

 

Explica-se, o longa teve três dublagens diferentes no Brasil, a de cinema (que também foi lançada em VHS) foi feita pela Álamo, a exibida pela Band ganhou sua versão brasileira pelas mãos da Master Sound e por fim, a mais recente da Locomotion, foi feita na Capricórnio em São Paulo.

 

Para a redublagem em DVD foi contratada a casa de dublagem Álamo, que fez de fato a dublagem original pra cinemas, mas quando o disco saiu os fãs logo se pronunciaram na internet, que o elenco escolhido era na verdade o que a Master Sound escalou para a dublagem da Bandeirantes. Confusão maior impossível.

 

Só pra você ter uma ideia durante suas três versões, o personagem Shotaro Kaneda teve três dubladores diferentes: Mauro Eduardo (o Inuyasha de “InuYasha”), César Terranova (Hao Asakura em “Shaman King”) e Alfredo Rollo (o Brock de “Pokémon”).

 

Já alguns profissionais chegaram a participar de mais de uma versão fazendo papéis diferentes, é o caso de Raquel Marinho (a Chi Chi de “Dragon Ball Z”) que fez a Kei em uma versão e a Kaori em outra.

 

Mais um caso em que um clássico foi prejudicado no Brasil por escolhas equivocadas da sua dublagem. Mas isto de fato não tira o mérito da dublagem que está no DVD, e nem sua qualidade. De fato, é um disco para os fãs de animês não esquecer de deixar em sua estante.

 

Trailer de quando o filme voltou aos cinemas em 2017:

Matéria originalmente escrita para a revista Neo Tokyo em 2008.

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Sobre o autor

David Denis Lobão

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