
A novela “Corações Feridos”, adaptação de Íris Abravanel para a mexicana “A Mentira”, deve entrar no ar com todos os seus capítulos gravados. A maioria dos jornais e revistas anunciam todas as semanas que as gravações estão adiantadas e que devem encerrar em breve. Enquanto isto, o SBT não anunciou – até o momento – a data de estreia da produção.
Mas a trama da Sra. Abravanel não é a primeira que irá ao ar totalmente gravada. Em alguns casos, as tramas só estream muito tempo depois do fim de suas filmagens, as vezes até mesmo anos… Confira alguns exemplos no nosso TOP 3.
Luna Caliente: A minissérie de Jorge Furtado foi filmada em agosto de 1998, mas só foi ao ar na Rede Globo em dezembro de 1999. Para completar, um dos quatro capítulo originalmente previstos foi cortado, tendo suas cenas incorporadas a outro. Anos mais tarde, a trama sofreu um novo resumo, sendo reprisada como um telefilme dentro do “Festival Nacional”.
Pérola Negra: A novela do SBT começou a ser gravada no começo de 1996 e só foi ao ar em novembro de 1998, dois anos depois. A trama foi engavetada devido ao sucesso da trilogia mexicana “Maria do Bairro”, “Marimar” e “Maria do Bairro”. Sem o Ibope esperado, o número de capítulos foi encurtado para 194. Mas na reprise de 2004, a trama fez tanto sucesso que chegou a ganhar da Rede Globo no horário da tarde, com isto foram transmitidos seus 210 capítulos sem cortes.
O Direito de Nascer: A versão de Roberto Talma para um das mais clássicas tramas latinas de todos os tempos ficou mais de quatro anos na geladeira do SBT, esperando o momento certo para ir ao ar. Nos bastidores comentava-se que a emissora não teria gostado do resultado e temia por uma baixa audiência, preferindo apostar em tramas mexicanas. A trama de 116 capítulos foi produzida pelo estúdio JPO no começo de 1997, mas só foi ao ar em maio de 2001. Nunca foi reprisada e nem foi comprovado se toda a trama realmente foi ao ar, na integra, ou se a emissora fez alguns cortes.






2) Meu Tio Matou um Cara: Depois de diversas cenas terem sido filmadas, o diretor Jorge Furtado resolveu mudar o nome da protagonista para Soraya. O motivo foi a criação da música “Soraya Queimada”, de Zéu Britto, que o cineasta achou que caia como uma luva para ser o tema musical da personagem de Deborah Secco. Efeitos de computador fizeram os lábios dos personagens sofrerem pequenas alterações de movimentação para que eles pudessem dar a impressão de ‘falar’ o novo nome da moça. Os realizadores explicam o processo em um dos extras do DVD.
3) YuYu Hakushô: A produção não é brasileira, mas teve algumas de suas cenas mudadas no computador pela finada Rede Manchete. O vilão Kazemaru possui uma tatuagem na testa com o símbolo da Roda do Sol, que pode ser confundida com a cruz suástica nazista. A diferença entre as duas é apenas num detalhe: a suástica nazista é inclinada em um ângulo de 45 graus. Para evitar polêmica, a tattoo foi apagada digitalmente.











