
Sabem meus queridos leitores, a maioria das pessoas com mais idade, como eu, costumam dizer “No meu tempo as coisas eram melhores”. Eu não acho! Sou bem mais feliz agora.
Na idade da maioria de vocês eu gostava muito de ler “gibis”, era esse o nome que se usava na época para as revistas em quadrinhos. Tínhamos “Pinduca”, “Bolinha”, “Luluzinha”, “A Turma da Disney”. Claro, também tinham os super-heróis como “O Fantasma” (que ilustra a abertura desta matéria, com páginas de um gibi original meu que guardei), “Tarzan” (também a capa de um exemplar original da minha coleção, escaneada, está nesta coluna), “Capitão Marvel”, “Mandrake”, dentre outros.
Era muito difícil de adquirir estes exemplares. Primeiro por não ter dinheiro, depois porque eram poucas as bancas de revistas e jornais, e claro, também não existiam lojas maravilhosas como a Comix fazendo as grandes liquidações.
Pois é, hoje em dia ainda tenho um “Fantasma” e três “Tarzan” daquele tempo. Muito legal ver, rever, lembrar… E sabe quem me deu essas relíquias? Sei que vocês vão rir de mim, mas vou contar, foi um lixeiro.
É isso mesmo, o pessoal da limpeza pública estava passando e eu estava na porta de minha casa, então ele me disse “menina, você gosta de ler?”. Eu respondi que sim. Então ele me jogou essas revistas. Estavam bem novas e conservadas. E me deixaram muito feliz, pois não teria como comprá-las.
Hoje, após tantos anos, eu as guardo com muito carinho. Como fiquei feliz com este presente que veio do lixo. O “Tarzan” são os de números 38, 52 e 75. Já o “Fantasma” é o número dois de 1958.
Agora os fãs de quadrinhos possuem eventos de animê como o Anime Friends, aonde podem se encontrar com a galera, trocar ideias, comprar mangás e outras revistas com facilidades.
E sabem do que mais? Eu sou como eles. Eu curto os eventos de animê e leio mangá (adorei “A Princesa e o Cavaleiro” que comprei na Comix), torço por cosplayers (não vou entregar meus favoritos). E quer mais? Até quero fazer curso de desenho na escola Areae, o curso é bem legal, de fácil aprendizado e a mensalidades se ajusta para qualquer bolso.
Realmente não sou saudosista. E quer saber de uma coisa? Isto vale para os mais jovens também, vamos parar com esta de ter saudades de antigamente e viver o presente. Sejam felizes! Beijos.
Sobre a autora: Ida Telhada é jornalista e assessora de imprensa. Tem 65 anos de idade e 35 de carreira.