30
Aug
2010
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A decadência dos cinemas de rua da Avenida Paulista

Tive a chance de acompanhar a última sessão do cinema TOP Cine, na Avenida Paulista (foto ao lado). Foi triste ver a decadência de um espaço que exibia tantos filmes alternativos interessantes como “Mistérios da Carne”.

Mias triste ainda foi ver algumas semanas depois o fechamento do Cineclube Vitrine, mais uma sala na região da Paulista que fechou após perder o patrocínio de uma empresa de TV a cabo e que exibia todos os anos o Animamundi.

Alguns meses depois chegou ao fim mais duas salas da região, agora localizadas no Shopping Paulista, que seria reformado alguns anos mais tarde, ganhando um novo complexo cinematográfico e o nome de Shopping Pátio Paulista.

Parecia o fim dos cinemas da região, mas outros continuaram de pé. As salas do Gemini funcionavam firme e forte, mostrando o poder do cinema de rua, e os fãs dos filmes de arte ganharam o Reserva Cultural, onde antes funcionava o falecido Cine Gazetinha.

Mas neste ano, os cinemas de rua voltaram a enfrentar obstáculos. O Cine Arte Lilian Lemmertz, no bairro da Lapa, fechou as portas no dia 30 de maio por não conseguir apoio financeiro do Ministério da Cultura. Também tinha que enfrentar a concorrência das modernas salas do Shopping Bourboun, localizado bem em frente à sua pequena sala, no Shopping Pompéia Nobre.

Enquanto isto, o Cine Belas Artes, também na região da Avenida Paulista, corre o risco de fechar às portas desde março, quando chegou ao fim seu contrato com o banco HSBC. A sala luta contra as altas contas e ainda procura um novo patrocinador para bancar os filmes em cartaz.

Mais sorte teve o cinema do Conjunto Nacional. Fechado na semana passada, quando a Bombril encerrou sua cota de patrocínio, as salas do prédio devem reabrir já nesta sexta-feira (03) com novo nome e patrocinador, passando a chamar-se Cine Livraria Cultura.

Vamos acompanhar e torcer para que a crise não atinja o Espaço Unibanco com a fusão definitiva do banco com o Itaú.


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01
Jan
2010
1

Deixa eu te contar: Ano Novo na Paulista

Curtindo a chuva da Paulista com o meu maridoOi meus lindinhos!

Primeiramente quero agradecer a todos que leram minha coluna em 2009 e desejar que estejamos juntos por todo o ano de 2010.

Em segundo lugar quero contar para vocês que virei meu ano novo na Avenida Paulista, junto com 2,5 milhões de pessoas e foi muito divertido. Tiveram problemas como a chuva, os fogos (que no começo foram fracos) e alguns telões que não funcionaram. Mas o saldo final valeu a pena.

O Parque Trianon todo enfeitado para a festa

Mas melhor do que falar, é mostrar né? Fiz alguns vídeos especialmente para vocês. Muitos beijos e um feliz ano novo da Tia Ida.

Sobre a colunista: Ida Telhada é jornalista, assessora de imprensa, e tem 66 anos de idade e 36 de carreira.


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18
Jun
2009
1

13ª Parada Gay cheia de especulações e polêmicas

A divertida Vovó Naná era só alegria no camarote do portal Mix Brasil

Já dizia o velho ditado “só acredito vendo”. Eu sempre fui um pouco assim, só acreditava em algo se eu pudesse comprovar com meus olhos, nunca fui de confiar cegamente em tudo que a mídia fala e escreve; especialmente quando se trata de grandes eventos. Quando virei assessor de imprensa descobri que era realmente o melhor a se fazer, ter cautela com o que jornais e telejornais divulgam como ‘fatos’.

A Parada do Orgulho Gay de São Paulo deste ano é um exemplo desta teoria na prática em diversos aspectos. Antes do evento acontecer, li diversas noticias sobre um menor policiamento neste ano e pensei “isto não vai terminar bem”. Além disto, vi a organização estimar um público de 3,5 milhões de pessoas, contra 3,4 do ano passado. Custei a acreditar que isto pudesse ocorrer. Dois dias antes da Parada, a Feirinha do Vale do Anhangabaú lotada me fez repensar as duas coisas, afinal além de mais cheia que os anos anteriores ela estava com muito policiamento. Fiquei mais tranquilo, mas infelizmente eu estava errado.

A Parada de 2009 foi claramente menor que nos anos anteriores. A organização divulgou um público estimado de 3,1 milhões de pessoas. Porém, é difícil ter certeza, pois apesar de algumas aglomerações (principalmente no MASP), era possível observar claramente grandes espaços livres no meio da multidão. Isto ocorreu bem no meio da tarde, um horário em que normalmente a Avenida Paulista fica lotada. Os buracos continuaram até o final da passeata, que terminou mais cedo desta vez. Não era nem cinco da tarde e quase não se ouvia música na avenida, por volta das 20 horas já era difícil avistar um trio-elétrico. Teria o brilho da festa morrido?

Mas o maior problema é a falta de segurança. Mas seria ela tão grave assim? Presenciei duas situações, primeiro uma tentativa de assalto ao fotografo Fernando Souza, que estava divulgando sua exposição de fotos na passeata. E em segundo lugar uma briga bem em frente o MASP. Em comum nas duas situações foi que ninguém se propôs a ajudar, mas tem outro ponto que merece ser destacado, tanto a briga quanto o assalto foram provocados por homens heterossexuais claramente alterados pela bebida. O aumento de número de heteros na parada LGBT foi proporcional aos incidentes. Seria uma coincidência? E a fuga do público gay com medo desta confusão estaria ligada a diminuição do público? Algo para se pensar.

Além disto, vale destacar que incidentes como brigas e confusões (até envolvendo “bombas”) são relativamente comuns em grandes eventos do Brasil. Isto não é nenhuma vantagem, pelo contrário é algo vergonhoso. Mas torcidas de futebol brigam em decisões de campeonatos, no carnaval de rua da Bahia existem vários incidentes, assim como nas festas de Ano Novo na praia de Copacabana (Rio). Com um mega-evento como a Parada de São Paulo (a maior do mundo) era de se esperar acidentes. Por isto mesmo, o metrô se preparou, com um plano de funcionamento exemplar este ano. Então por que a segurança não funcionou a altura? Talvez fique ai um ponto para se melhorar no ano que vem e não simplesmente anunciar a solução mais simplista, como fez o prefeito Gilberto Kassab que ameaça ‘tirar’ a Parada Gay da Avenida Paulista.

O mais estranho é que a Parada é um evento tradicional e que normalmente não ganha o devido espaço nas mídias impressas e televisivas pela sua importância natural. Mas basta este tipo de incidente ocorrer para ela aparecer em vasta quantidade, sempre destacando o lado negativo da passeata. Já outros eventos como a Virada Cultural deste ano, também tiveram furtos, roubos, brigas e acidentes sérios e foram pouco divulgados. Seria mais interessante falar de confusão em uma festa voltada para homossexuais?

Mas com tantas perguntas na minha cabeça ao escrever este texto, quase me esqueço de comentar a melhor coisa da Parada Gay: O camarote do site Mix Brasil. Este ano o portal do UOL fez um investimento incrível, com um espaço VIP, onde tinham direito a massagem, banheiro limpo, um delicioso Buffet e diversas bebidas. Além disto, convidados como a divertida Vovó Naiá (Naná – foto) do “Big Brother Brasil 9”, contagiam o público presente no local. Sem dúvida uma opção segura e relaxante bem no meio da Avenida Paulista e da Parada Gay brilhantemente organizado por Andre Fischer e sua equipe.

Avaliação: Passeata Gay (6,0) / Camarote Mix Brasil (10,0)


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17
Apr
2009
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Está desconfortável? Tire as calças em público!

Aconteceu ontem (16), o primeiro No Pants Brazil (Dia sem Calças). O flash mob que já é conhecido em diversos países e ganhou sua primeira edição em São Paulo na noite desta quinta-feira.

Com comunicação via blogs, Orkut e e-mails, o encontro se deu às 19h na Praça Rodrigues de Abreu, ao lado do metrô Paraíso, apoiado no slogan “Sinta-se confortável”, e reuniu mais de 400 participantes que se mostravam visivelmente empolgados.

Dada a largada, todos se dirigiram à estação Paraíso (ainda vestidos) e entraram nos vagões sentido metrô Vila Madalena normalmente. Fechadas as portas, todos se livraram das suas calças, agindo naturalmente e continuaram o trajeto. Uns liam livros, outros ouviam música – sempre mantendo uma seriedade contida.

Calcinhas, cuecas e samba-canções recebiam olhares curiosos, revoltados e intrigantes dos outros passageiros. O objetivo era completar o trajeto até o metrô Vila Madalena, descer e depois desembarcar na estação Trianon Masp, onde haveria uma comemoração em um bar da região. Sem calças, óbvio.

avenida Paulista (o reencontro no bar não aconteceu) e, empolgados, foram seguindo rindo e gritando, além de pedir – com algum sucesso – para que pessoas que cruzassem seu caminho aderissem à “causa”. O objetivo era chegar até à rua Augusta, onde a descontração continuaria.

O evento transcorreu sem problemas e contou com a participação de Sílvio e repórter Vesgo, do Pânico na TV.

De acordo com o blog da organização, “nós não temos intenção de ofender ninguém, apenas queremos ficar confortáveis, surpreender e levar bom humor a um dia comum das pessoas de São Paulo”.

Pelo jeito a moda pegou. Quem sabe na edição de 2009 São Paulo tenha um dia menos frio…As pernas desprotegidas agradecem.

(fotos tiradas pelo autor do texto)


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15
Apr
2009
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Paulistanos ficarão sem às calças no metrô de SP

No Pants

Muita gente já ouviu falar, mas para quem nunca ouviu segue a explicação. O No Pants é um manifesto que seus defensores definem como “descolado, a favor da alegria, liberdade de expressão e uma melhor qualidade de vida”. Simples assim? Não. Ele consiste em um monte de pessoas reunidas sem calças em uma cidade, normalmente em um vagão de metrô.

No vídeo mais abaixo, você vê um exemplo de como foi o No Pants em Nova York, que aconteceu em janeiro deste ano. A tal manifestação também já aconteceu em Lisboa, Chicago, San Francisco, Toronto, Boston e em mais 17 cidades ao redor do mundo. Só em Nova York, mais de 1.200 pessoas participaram da brincadeira este ano.
Agora chegou a hora de São Paulo entrar no jogo e o bem humorado protesto vai inclusive passar por baixo da Avenida Paulista.

A manifestação será amanhã (16) às 19 horas. Você confere as “regras” da brincadeira no site oficial da manifestação. A concentração será às 19h na praça Rodrigues de Abreu, ao lado do metrô Paraíso (linha verde / azul), a organização recomenda levar uma mochila e um passe de metrô e informa: “Quando estivermos organizados, iremos até a estação de metrô Paraíso, achamos que essa organização levará cerca de meia-hora. Não fale com os outros quando entrar na estação. Tente ficar sério! Vamos nos separar em seis grupos (são seis vagões) esperar a chegada do trem no sentido Vila Madalena e entrar nos vagões. Cada vagão/grupo terá um líder. Siga o líder de seu vagão/grupo”.


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