06
May
2010
1

Inscrições de “No Limite 5″ superam as do “BBB 10″

No Limite - Foto: Divulgação/Globo

Segundo o jornalista Daniel Castro, do portal R7, as inscrições para a quinta edição do reality show “No Limite” superaram as da décima edição do “Big Brother Brasil”.

A Globo recebeu 1.500 inscrições completas (com ficha na internet e envio de vídeo) de “No Limite XTREAM” em apenas dois dias de recrutamento. O número de inscritos foi três vezes maior do que os do “BBB 10″ no mesmo período.


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07
Apr
2010
2

“BBB”: Boninho revela os seus ‘brothers’ preferidos

Depois do apresentador Pedro Bial ter revelado quais foram os melhores participantes do “Big Brother Brasil”, chegou a vez do diretor do programa, Boninho, declarar quais ‘brothers’ ele mais gostou ao longo dos dez anos do reality show.

Segundo o jornalista Nelson Rubens, o diretor da Rede Globo elegeu os seguintes ex-BBB como seus favoritos:

- Tina (“BBB 2″)
- Sabrina (“BBB 3″)
- Dhomini (“BBB 3″)
- Jean (“BBB 5″)
- Alemão (“BBB 7″)

E você, já fez sua lista dos melhores do “BBB”?


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05
Apr
2010
1

Vencedor do “No Limite 5″ estará no “BBB 11″

Boninho, o diretor de "No Limite"

O diretor Boninho, declarou em seu Twitter oficial que o vencedor do “No Limite 5″ será um dos confinados do “BBB 11″. Ele é comandante dos dois reality shows para a Rede Globo.

Boninho também revelou que a quinta edição do “No Limite” poderá ser gravada em uma ilha do Pacífico (Lost?) e as inscrições irão começar no dia 20 de maio.


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02
Apr
2010
1

“Máfia Dourada” faz campanha para ajudar a “Sociedade Viva Cazuza”, que cuida de soropositivos

A “Máfia Dourada”, associação de fãs do lutador Marcelo Dourado, se mobilizou durante o “Big Brother Brasil 10″ para conquistar votos para o competidor e garantir sua vitória.

Agora o grupo de amigos, que montou o fã-clube, está organizando campanhas para ajudar pessoas, a primeira grande realização será uma grande doação de sangue no país.

Nesta semana, a “Máfia Dourada” está pedindo doações para a “Sociedade Viva Cazuza”, instituição da mãe do cantor Cazuza, homossexual assumido que faleceu vítima do vírus HIV em 07 de julho de 1990.

A instituição da assistência a crianças carentes portadoras do vírus da aids, assistência social a pacientes adultos em tratamento na rede pública na cidade do Rio de Janeiro e ajuda tem o objetivo de difundir informações científicas sobre HIV/Aids além de esclarecimento de dúvidas para profissionais de saúde ou leigos.

CONTATOS PARA DOAÇÕES

Rua Pinheiro Machado, 39 – Laranjeiras
22231-090 Rio de Janeiro RJ
tel (55 21) 2551 5368 / fax (55 21) 2553 0444
vivacazuza@vivacazuza.org.br

A Sociedade Viva Cazuza se mantém a partir de direitos autorais do Cazuza, doações, eventos beneficentes e eventuais convênios com o Ministério da Saúde.

Depósito para Sociedade Viva Cazuza
CNPJ 39418470/0001-05
Banco Bradesco
agência 0887-7
c/c 26901-8
Quem já é cliente do Bradesco pode fazer uma transferência na página do banco na internet.

SITE: www.vivacazuza.org.br


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31
Mar
2010
2

Final do “BBB 10″ marca dois recordes: Maior votação e menor Ibope

O "elenco" completo do "BBB10"

Segundo o apresentador Pedro Bial, a décima edição do “Big Brother Brasil” bateu recorde mundial de votos.

Isto mesmo, o “BBB 10″ teria a maior partipação popular de todos os reality shows já realizados no mundo com 154 milhões de votos.

O que não foi explicado pelo programa da Rede Globo, é que empresa faz a auditoria da votação e como são evitados os “ataques” de “scripts” que criam múltiplos votos pela internet.

Em termos de audiência, no entanto, a coisa não foi tão boa. Segundo dados consolidados do Ibope, o programa exibido ontem pela Globo teve média de 41 pontos na Grande São Paulo. O mesmo que o “BBB 9″, considerado até então o menor da história. Confira os números dos últimos episódios:

“BBB1″ – 59 pontos
“BBB2″ – 45 pontos
“BBB3″ – 55 pontos
“BBB4″ – 56 pontos
“BBB5″ – 57 pontos
“BBB6″ – 51 pontos
“BBB7″ – 48 pontos
“BBB8″ – 46 pontos
“BBB9″ – 41 pontos
“BBB10″ – 41 pontos

Em termos gerais, a média final também não ajudou, o programa fechou com apenas 31 pontos, a menor marca da história do programa brasileiro, que ainda assim é mais que triplo de “A Fazenda 2″, que fez 9 pontos no Ibope.

“BBB1″ – 40 pontos
“BBB2″ – 37 pontos
“BBB3″ – 39 pontos
“BBB4″ – 45 pontos
“BBB5″ – 47,5 pontos
“BBB6″ – 43 pontos
“BBB7″ – 41 pontos
“BBB8″ – 37 pontos
“BBB9″ – 32 pontos
“BBB10″ – 31 pontos


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29
Mar
2010
1

Gossip Fly: A vitória dos coadjuvantes

Chloe - 24 Horas

Há muito tempo atrás, a mídia considerava os prêmios de “melhor coadjuvante”, algo menor, sem importância. No Oscar deste ano, a atriz Mo’Nique (“Preciosa”) e o ator Christoph Waltz (“Bastardos Inglórios”) provaram que os cinéfilos estavam mais interessado nos personagens secundários, que nos protagonistas.

No último domingo (28), o ator Cauã Reymond recebeu o Troféu Imprensa e o Troféu Internet como Melhor Ator de 2008, pelo papel de Harley, em “A Favorita”. Ele explicou para Silvio Santos que não fazia nem o protagonista e nem o vilão, “apenas um bom coadjuvante que cresceu na trama”; frisando ainda que era um personagem “ambíguo”.

No mesmo dia, Helena (Taís Araujo), a protagonista de “Viver a Vida”, ficou sem nenhum prêmio pelo ano de 2009; enquanto as coadjuvantes da novela de Manoel Carlos, ganharam o Troféu Imprensa (Lilía Cabral, a Tereza) e o Melhores do Ano do Faustão (Alinne Moraes, a Luciana).

A explicação é complicada, mas definitivamente, com a chegada dos anos 2000, os atores que interpretavam papéis coadjuvantes caíram no gosto do público.

Em “Lost” (2004 ~2010), a ideia do ‘coadjuvantes de destaque’ ficou ainda mais evidente. Em sua reta final, poucos querem saber como serão resolvidos os dilemas amorosos da trinca de protagonistas (Jack, Kate e Sawer). A maioria do público está mais interessada nos finais de Desmound, Locke e Ben.

Em “24 Horas”, o que não faltaram foram personagens coadjuvantes, e os produtores não tinha puderes de matar a maioria deles. Mas um delas se tornou intocável: Chloe O’Brian (Mary Lynn Rajskub). A ranzinza analista da UCT (CTU) cativou o público do mundo todo e roubou a cena dos presidentes americanos e terroristas inimigos.

Outra Clhoe, agora interpretada por Allison Mack, também passou de ‘mais uma mera coadjuvante’ para uma das mais importantes mulheres da saga do Superman em “Smallville – As Aventuras do Superboy”.

Mas não é somente no cinema, ou nas séries (e novelas) que os coadjuvantes estão ganhando destaque. Nos reality shows também.

Durante o “BBB 8″, Gyselle Soares cativou o público com seu jeitinho ‘filha perfeita’. Aos poucos, foi ficando no programa, e até chegou a vivenciar um ‘quase romance’ com um homossexual assumido (o Dr. Marcelo). Como prêmio ficou em segundo lugar.

Já no “Big Brother Brasil 9″, foi a vez de Ana Carolina Madeira brilhar. A bela chorona vivia lembrando do seu “Lindo” namorado, que ficou do lado de fora, e quis sair da casa quando sua amiga Naía foi eliminada. A coadjuvante ficou com o quarto lugar.

Estamos no “BBB 10″ e novamente temos um loirinha ‘excluída’, que quase engatou um romance com um gay, quis sair da casa ao lado da amiga Anamara e chamava seu ex de “Lindo”. A coadjuvante da vez é Fernanda Helena Cardoso.

Fernanda Helena poderia muito bem ser uma protagonista das novelas de Manoel Carlos. Assim como as Helenas de Maneco, ela tem uma personalidade dúbia, o que também a torna ligeiramente ‘chata’. Mas ela na ‘novela da vida real’, Fernanda não conseguiu o papel principal, a dentista foi colocada no time dos coadjuvantes do “Big Brother Brasil 10″.

Mas assim como suas antecessoras, ela ganhou destaque, venceu provas de resistência, brigou quando foi preciso e chegou na grande final.

A paulistana mostrou que não estava para brincadeira e talvez até poderia ter sido a mocinha da história. Pena que a sua trama começou apenas na metade do jogo, quando uma “Carta Caps Lock” revelou que ela estava SOLTEIRA.

Como diria Pedro Bial: “Salve, salve Fernanda”, “Salve, salve nossas queridas coadjuvantes”.

Fernanda - BBB 10


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26
Mar
2010
1

Gossip Fly: A banalização da AIDS na TV brasileira

Dourado

Em 1987, o tema “AIDS”, foi abordado pela primeira vez na teledramaturgia brasileira.

A novela “Corpo Santo” (de José Louzeiro, Cláudio MacDowell e Wilson Aguiar Filho) apresentava o polêmico tema com o clichê típico dos anos oitenta: “A AIDS é doença que afetava somente garotas de programa e homossexuais masculinos”.

Na novela da Rede Manchete, a prostituta Marina, interpretada por Eliane Narduchi, contraia o vírus HIV e torna-se portadora da síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA), em uma época em que a doença era sinônimo de “condenação à morte”.

Nos anos seguintes, a temática voltaria às telinhas de forma mais genérica.

Com a repercussão causada por celebridades infectadas (Cazuza e Renato Russo, por exemplo), a Rede Globo resolveu se posicionar e transmitiu a minissérie “O Portador”, onde o empresário Léo (Jayme Periard) contrai o vírus da Aids através de uma transfusão de sangue.

Mas um longo caminho foi percorrido até que “Malhação” deu um alerta importante para os jovens. Na sétima temporada da novela (2000 – escrita por Emanuel Jacobina, Andréa Maltarolli, Patrícia Moretzsohn e Ricardo Hofstetter), a jovem e bela Érica (Samara Felippo) contraiu a doença em uma relação sexual heterossexual. Mesmo contaminada, a adolescente levou a vida adiante e se casou com Touro (Roger Gobeth).

Roger Gobeth voltaria a trabalhar com o assunto na novela “Chamas da Vida”, (Record, escrita por Cristianne Fridman), onde viveu Guilherme, um rapaz 100% heterossexual, que torna-se soropositivo após dormir com diversas garotas desconhecidas, sem utilizar preservativos.

A própria Rede Globo arrumou maneiras diferentes de abordar o tema. Em “Sete Pecados” (de Walcyr Carrasco), a adolescente Gina (Carla Diaz), já nasceu contaminada com o vírus e esconde isto de seus colegas de escola. Já em “Queridos Amigos” (de Maria Adelaide Amaral), tivemos o primeiro homem contaminado em uma relação homossexual, o milionário Benny (Guilherme Webber).

Com tantos serviços bem prestados pela televisão brasileira, com alertas sobre a doença – especialmente por parte da Rede Globo -, é no mínimo estranho a “ignorância” que parece ter se instalado na TV nacional atualmente.

No Reality Show “Big Brother Brasil”, da Rede Globo, o participante Marcelo Dourado afirmou que um homem heterossexual – que nunca teve relações homossexuais – não tem como contrair a doença. A justificativa seria que esta informação equivocada lhe foi passada por uma estudante de medicina.

Será que Dourado não viu televisão estes anos todos? Será que um homem de quase quarenta anos nunca leu nenhuma matéria sobre o tema? Será que ele nunca viu uma das muitas campanhas do “Fique Sabendo” do Ministério da Saúde?

Talvez! Afinal, não podemos condenar alguém tão simplesmente e rapidamente o rapaz.

Mas o que se pode esperar de uma instituição como a Rede Globo diante desta situação?

Afinal trata-se de uma emissora que sempre alegou ter um compromisso social muito forte, fazer campanhas nobres em novelas (como doação de medula óssea) e ainda realizar anualmente o “Criança Esperança”.

Quando a cena foi exibida, o apresentador Pedro Bial não corrigiu as informações dadas por Dourado, apenas se limitou a dizer que o programa “não se responsabiliza pelas declarações de seus participantes” e recomendou um site para o telespectador pegar informações corretas.

Mas e quem não tem acesso fácil a internet? E quem tem preguiça de entrar no portal do Ministério da Saúde?

Mais ‘chocante’ que tudo isto, foram as notícias de que a direção do programa teria corrigido, na ocasião, as informações meio que “a contra gosto”.

Agora, o Ministério Público solicitou que à Justiça obrigue a Rede Globo veicular esclarecimentos sobre o vírus da AIDS antes do final do “BBB 10”, na próxima terça-feira (30). A solicitação foi encaminhada na última terça (23) à Justiça Federal de São Paulo. O órgão ainda exige que os esclarecimentos sobre o vírus HIV durem o dobro do tempo da afirmação de Dourado, já que o Ministério Público acredita que a emissora prestou um desserviço para a prevenção da doença.

Mas, se toda esta polêmica estivesse envolvendo somente o “BBB” poderia ser justificável, afinal trata-se de um ‘reality show’, onde os participantes mostram todos os seus lados: a ignorância, o racismo, a homofobia e tantos outros preconceitos, e falta de conhecimentos, típicos de boa parte dos brasileiros.

Revoltante está sendo a maneira como as relações sexuais estão sendo banalizadas na novela “Viver a Vida”.

Manoel Carlos é um grande autor, um cronista da vida cotidiana. Maneco entende muito bem a realidade dos soropositivos (teve um filho que faleceu em decorrência da doença) e fez um lindo trabalho sobre o preconceito que pacientes com a doença sofrem em hospitais católicos na novela “Páginas da Vida”.

Mas em “Viver a Vida” parece que Maneco esqueceu de ‘pregar’ uma mensagem social em cima da doença. Dora (Giovanna Antonelli) transou com dois homens praticamente “desconhecidos” para ela e agora está grávida.

Para piorar tudo, Dora não usou camisinha com nenhum deles e não sabe quem é o pai da criança. Como uma mulher que tem mais de 30 anos e é mãe de uma garotinha de oito anos, pode ser tão irresponsável?

Agora vem a parte mais complicada. Segundo a revista Minha Novela, desta semana, o ‘pseudo-vilão’ Jorge (Mateus Solano) vai engravidar a garota de programa Myrna (Aline Fanju).

Será que um homem tão estudado como ele (que é arquiteto), nunca pensou que devemos usar preservativo em uma relação sexual? Será que o clichê da “Garota de Programa como grupo de risco” terá que voltar a ser discutido? Será que a novela “Corpo Santo” precisa ser reprisada?

A falta de responsabilidade em nossas novelas é assustadora e perturbadora, ainda mais com a quantidade de gente que anuncia na internet ser favorável à pratica do “Barebacking” (sexo sem camisinha / ’sem borracha’).

Será que Jorge pensa como Marcelo Dourado, ou seja, que homens heteros não são contaminados com o vírus da AIDS?

Não sei afirmar. O que sei é que todos os participantes do ‘reality show’ deveriam ter uma aula sobre o tema.

No quarto branco, Serginho afirmou que faz sexo oral sem camisinha (o que também pode gerar a contaminação). Na sequência, Angélica argumentou que – por ser lésbica – não contraí a doença, outro engano.

Seja em um ‘reality show’ ou em uma ‘novela’, as redes de TV precisam pensar urgentemente encontrar uma forma de passar mensagens mais esclarecedoras sobre o delicado tema, afinal o número de mulheres e idosos heterossexuais contaminados com o HIV aumenta assustadoramente a cada dia.

Fica a dica: Proteja sua vida e de quem você gosta (ou sente tesão). Faça o que quiser da sua vida fora da televisão, mas faça com camisinha.

Dora em "Viver a Vida" - Relações de Risco


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22
Mar
2010
0

Gossip Fly: Nós amamos uma boa vilã!

Nazaré

Os latinos, de forma geral, adoram uma boa vilã, na ficção, é claro.

Através das personagens televisivas, nós podemos extravasar nossas emoções e frustrações diárias. É como se por algum momento, pudemos cometer todo tipo de maldade e no final ficarmos impunes em nossos confortáveis sofás. É uma simbiose, uma troca justa, entre os feitos e falas daquela personagem e o sentimento do telespectador.

No méxico, reinam absolutas personagens clássicas como Paola Bracho (“A Usurpadora”), Soraya Montenegro (“Maria do Bairro”) e Catarina Creel (“Ambição”). No Brasil fomos bem ‘representados’ recentemente nas telenovelas por Flora Pereira da Silva (“A Favorita”), Bia Falcão (“Belíssima”) e Nazaré Tedesco (“Senhora do Destino”).

Mas e na vida real, será que gostaríamos de conviver com uma mulher tão fatal como estas? Talvez, se ela não for uma pessoa chata. Afinal, nós até aceitamos todas as maldades que elas cometem, mas por um bom motivo: Elas são muito bacanas.

Na novela “Caminho das Índias”, a vilã interpretada por Letícia Sabatella não ‘colou’, não deu ‘liga’. Mesmo a atriz ganhando diversos prêmios e a autora (Glória Perez) insistindo na história de que ela era uma psicopata, Yvone definitivamente não teve seu nome eternizado no coração do público.

O motivo para isto ter ocorrido é muito simples: Yvone era muito chata. Ela tinha tudo para sua uma grande vilã, mas seu ‘jeitinho’ de se comportar não cativou o telespectador a ponto de ‘torcer’ por ela até o último capitulo.

No universo dos reality shows a coisa não é muito diferente. “Casa dos Artístas” e “Big Brother Brasil” provavam que vilões não tinham vida longa em um ‘programa real’. Sempre a vitória era daquele personagem que levava a alcunha de ‘mocinho pobre e sofrido’.

A primeira edição de “A Fazenda” mudou um pouco este pensamento com a vitória do ‘bad boy’ Dado Dolabella. Mas, podemos alegar que ele não era somente um ‘vilão’, mas também um ‘galã’.

Dito tudo isto, vamos observar a atual edição do “BBB”. Logo nas primeiras semanas a ‘vilã’ Tessália foi tirada do programa com uma porcentagem recorde em um paredão triplo. O público rejeitou a ‘personagem’ justamente porque ela era “uma Yvone”, ou seja, era muito chata.

Poucas semanas depois, o mesmo público do “Big Brother Brasil 10″ abraçou outra ‘vilã’ do programa, a dançarina Lia.

Assim como Tessália, os atos de Lia não podem ser comparados com os das vilãs de telenovelas, afinal não matou ninguém e nem cometeu nenhum grave pecado, mas possuía fortes características do gênero novelesco.

Lia distribuiu falas e promoveu atos capazes de deixar Silvio de Abreu e Aguinaldo Silva com inveja de não terem escrito as cenas por ela protagonizadas. Os atos da personagem vão desde ‘trair’ sua melhor amiga – colocando-a no paredão -, até provocar brigas fortíssimas com seus colegas de confinamento.

Mas mesmo com tudo isto pesando contra a permanência de Lia no programa, a moça sobreviveu à três paredões. Ela eliminou personagem coadjuvantes do jogo e cravou facilmente sua marca na história do reality show Global. O motivo? Muito bom humor.

Lia foi uma pessoa divertida nos momentos apropriados, dançou nas festas, encheu a cara e com isto cativou boa parte da audiência, que comprou suas brigas.

Mas, toda novela tem seu último capítulo. E o de Lia se aproxima antes do final da novela da qual participava.

Todo bom autor sabe que uma vilã pode ser eliminada duas semanas antes do final da trama; Gilberto Braga e Aguinaldo Silva provaram isto com a morte de Odete Roitman em “Vale Tudo”.

E quer autor melhor para escrever a trama de um reality show do que o próprio público?

A graça de Lia se perdeu. Com o tempo, até seu bordão “olha no meu olho” ficou cansativo. A dançarina deixou de ser a pessoa que qualquer um de nós poderia ser para tornar-se a amiga que não gostaríamos de ter. E com isto sua trajetória chegou ao final.

Resumindo: Lia podia ter tido o final feliz de Bia Falcão, mas tornou-se simplesmente mais uma Yvone perdida na nossa televisão.

Lia


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