08
jan
2010
1

Super Séries: “Jericho” e as séries que saíram rapidamente do ar! (Parte 1)

Jericho

O fim do mundo é um assunto que preocupa boa parte da população mundial. Como será que o mundo vai acabar? Seria em uma guerra nuclear? Em um ataque de extraterrestres? Com o descongelamento das calotas polares? Tudo isto junto?

Depois do atentado terrorista de 11 de setembro, o medo chegou à nação mais poderosa do mundo. Afinal o cinema sempre mostrou que os Estados Unidos são imbatíveis. Não importa qual fosse o problema, eles estavam prontos para enfrentá-lo, graças à sabedoria de seus líderes. Assim venceram os aliens em “Independence Day” e as forças da natureza em “Impacto Profundo”. Mas e quando a ameaça vem de surpresa? Ainda mais na forma de um atentado terrorista?

Esta é a pergunta que martelou tanto na cabeça de milhares de pessoas e levou à criação do seriado “Jericho”. O medo é o ponto de partida da série e talvez, justamente por isto, ela conseguiu emplacar logo de cara. Conquistou um bom público fiel, ficando na sua primeira temporada entre as 50 produções mais vistas da TV norte-americana.

O criador Jon Turteltaub (de “A Lenda do Tesouro Perdido”) se uniu aos produtores Stephen Chbosky e Carol Barbee para transformar o projeto em realidade e apresentou-o à rede televisiva CBS. O primeiro episódio conseguiu a incrível marca de 13.2 milhões de telespectadores, mas a audiência foi se dispersando e sumiu. O último – dos 22 capítulos – do primeiro ano amargou somente 7,5 milhões de pessoas. O fim da série foi ainda mais melancólico, com somente 6,6 milhões acompanhando seu final, após os únicos sete capítulos da segunda temporada.

Sim, os Estados Unidos enfrentam o fim do mundo. Afinal, o que pode ser pior para um americano viciado em televisão do que ver o seu seriado favorito cancelado?

Nasce Jericho

Quando foi anunciada a estréia de “Jericho”, a produção virou um fenômeno na internet. Junto com “Heroes”, era a novidade mais esperada e comentada da temporada 2006 da TV americana. Os fãs de “Lost” anunciavam em seus sites e blogs as novidades com um grande entusiasmo. Será que uma das duas seria tão boa quanto à série que mais atraiu público ultimamente? Será que uma delas conseguiria o mesmo número de fãs?

JerichoPela história em si, ambas tinham propostas muito interessantes. Enquanto “Heroes” se propunha a falar sobre seres humanos “comuns” que descobriram de um dia para o outro serem portadores de um dom especial, com poderes fora do comum, “Jericho” falaria de um tema mais atual e próximo da realidade. O que aconteceria se os Estados Unidos fossem vítima de um grande ataque com bombas atômicas? Como cada pequena cidade do país reagiria à novidade?

Com esta idéia inovadora para a televisão e o lançamento em uma época em que os EUA estavam com um presidente com o moral baixo, invadindo o Iraque com a justificativa de que existiam bombas nucleares escondidas no país. Ou seja, momento mais oportuno impossível.

A idéia também de concentrar a série em uma pequena cidade também ajudou. Se a onda atual são seriados que parecem “novelas” (‘Soap Operas’) – como “24 Horas” e “Lost”, onde a história não começa e termina em um episódio e sim vai se desenvolvendo por vários capítulos – a escolha de mostrar pessoas que não entendem o que está ocorrendo é das mais acertadas. O telespectador é envolvido por aquele mistério e vai descobrindo aos poucos o que está ocorrendo com o país, e junto com os moradores do local. As perguntas começam a surgir criando diversos ganchos para a narrativa como: Quem lançou as bombas? Por que ocorreu o ataque? Que cidades foram atingidas? O presidente está vivo?

A idéia não chega a ser exatamente nova, “Sinais” fez o mesmo com ataques alienígenas, mostrando a invasão do ponto de vista de uma família do interior. Se passa em uma fazenda e tem poucas informações sobre os fenômenos que vêm ocorrendo.

A situação é parecida, mas trocamos os aliens por bombas atômicas. O medo não diminui; ao contrario, pode até ser maior. Ao conhecermos poucos personagens, desta pequena cidade, nós pegamos uma intimidade maior com eles, parece até que os conhecemos do nosso dia-a-dia; aquela senhora ali do supermercado pode até mesmo ser sua tia. O envolvimento aumenta e você passa a torcer por aquelas pessoas.

Este cenário apocalíptico tinha tudo para mexer com os nossos medos mais profundos. Tinha!

A série começou a desandar no momento em que os autores decidiram abordar temas cotidianos. O que poderia ser muito interessante para trabalhos universitário e filmes de arte – como o ser humano age num momento como este – acabou afastando o telespectador comum que buscava mais ação e menos papo.

À medida que a falta de comida na cidade aumentava e seus moradores começavam a brigar por isto ou fazer festas comemorando sua união, o público fugia. Afinal estávamos no horário nobre da CBS e a série andava muito devagar. Mas isto não afugentou seu público fiel, que fez dos DVDs da série um sucesso de vendas.

Estes mesmos fãs começaram uma campanha após o final da primeira temporada. De olho em seus baixos números a rede CBS decidiu cancelar a série. O problema é que cancelando do jeito que ela estava o público ficaria sem um final, já que muitos mistérios ficaram se respostas para criar um gancho para o segundo ano.

Tudo começou com uma campanha via Internet: nela era solicitado que os fãs de Jericho que não queriam o final da série mandassem amendoins para a rede americana CBS. O motivo?

Eu um dos ‘flashbacks’ da série (sim, eles não são exclusivos de “Lost”) o avô do Jake, o personagem principal, estava contando a história de uma batalha a qual havia participado na Segunda Guerra. Eles estavam cercados pelos alemães, quando o general inimigo disse pelo rádio “rendam-se” e os americanos disseram “nuts”, que é uma abreviação para ‘peanuts’, que em português significa amendoim, mas lá nos EUA é também uma gíria que se refere às ‘bolas’ (testículos). Mandando amendoins para a rede, os fãs estariam dando esta mesma resposta para os executivos da emissora, um xingamento como “minhas bolas pra vocês”.

A técnica aparentemente deu certo, já que a emissora voltou atrás no cancelamento e encomendou uma segunda temporada, mas que contou com somente sete episódios para encerrar a série. Na ocasião os produtores da série declararam que esses sete episódios não seriam suficientes para que fosse dado um fim decente para a série, com a esperança de que ela continua-se. Não foi o que ocorreu.

Felizmente foram gravadas duas versões para o final: uma em que ficasse com ele em aberto, para o caso dela ser renovada; e outro com um fim mais digno. Os DVDs podem ser adquiridos no Brasil na loja Comix Book Shop, que atende pela internet no site www.comix.com.br.

Mas você acha que os fãs desistiram? Não! Em 2008 eles colocaram uma placa na entrada de Chicago (Los Angeles) como se fosse um anúncio de venda de imóvel com os dizerem “Jericho e outros 6 milhões de fãs precisam de casa nova”, “Procura-se novo canal! Fãs leais irão seguir”, “Série a venda”. E ainda na parte de baixo eles deixaram o telefone de contato da CBS e o site oficial da campanha de retorno. De nada adiantou, já que nenhum outro canal quis pegar a série.


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18
jun
2009
1

13ª Parada Gay cheia de especulações e polêmicas

A divertida Vovó Naná era só alegria no camarote do portal Mix Brasil

Já dizia o velho ditado “só acredito vendo”. Eu sempre fui um pouco assim, só acreditava em algo se eu pudesse comprovar com meus olhos, nunca fui de confiar cegamente em tudo que a mídia fala e escreve; especialmente quando se trata de grandes eventos. Quando virei assessor de imprensa descobri que era realmente o melhor a se fazer, ter cautela com o que jornais e telejornais divulgam como ‘fatos’.

A Parada do Orgulho Gay de São Paulo deste ano é um exemplo desta teoria na prática em diversos aspectos. Antes do evento acontecer, li diversas noticias sobre um menor policiamento neste ano e pensei “isto não vai terminar bem”. Além disto, vi a organização estimar um público de 3,5 milhões de pessoas, contra 3,4 do ano passado. Custei a acreditar que isto pudesse ocorrer. Dois dias antes da Parada, a Feirinha do Vale do Anhangabaú lotada me fez repensar as duas coisas, afinal além de mais cheia que os anos anteriores ela estava com muito policiamento. Fiquei mais tranquilo, mas infelizmente eu estava errado.

A Parada de 2009 foi claramente menor que nos anos anteriores. A organização divulgou um público estimado de 3,1 milhões de pessoas. Porém, é difícil ter certeza, pois apesar de algumas aglomerações (principalmente no MASP), era possível observar claramente grandes espaços livres no meio da multidão. Isto ocorreu bem no meio da tarde, um horário em que normalmente a Avenida Paulista fica lotada. Os buracos continuaram até o final da passeata, que terminou mais cedo desta vez. Não era nem cinco da tarde e quase não se ouvia música na avenida, por volta das 20 horas já era difícil avistar um trio-elétrico. Teria o brilho da festa morrido?

Mas o maior problema é a falta de segurança. Mas seria ela tão grave assim? Presenciei duas situações, primeiro uma tentativa de assalto ao fotografo Fernando Souza, que estava divulgando sua exposição de fotos na passeata. E em segundo lugar uma briga bem em frente o MASP. Em comum nas duas situações foi que ninguém se propôs a ajudar, mas tem outro ponto que merece ser destacado, tanto a briga quanto o assalto foram provocados por homens heterossexuais claramente alterados pela bebida. O aumento de número de heteros na parada LGBT foi proporcional aos incidentes. Seria uma coincidência? E a fuga do público gay com medo desta confusão estaria ligada a diminuição do público? Algo para se pensar.

Além disto, vale destacar que incidentes como brigas e confusões (até envolvendo “bombas”) são relativamente comuns em grandes eventos do Brasil. Isto não é nenhuma vantagem, pelo contrário é algo vergonhoso. Mas torcidas de futebol brigam em decisões de campeonatos, no carnaval de rua da Bahia existem vários incidentes, assim como nas festas de Ano Novo na praia de Copacabana (Rio). Com um mega-evento como a Parada de São Paulo (a maior do mundo) era de se esperar acidentes. Por isto mesmo, o metrô se preparou, com um plano de funcionamento exemplar este ano. Então por que a segurança não funcionou a altura? Talvez fique ai um ponto para se melhorar no ano que vem e não simplesmente anunciar a solução mais simplista, como fez o prefeito Gilberto Kassab que ameaça ‘tirar’ a Parada Gay da Avenida Paulista.

O mais estranho é que a Parada é um evento tradicional e que normalmente não ganha o devido espaço nas mídias impressas e televisivas pela sua importância natural. Mas basta este tipo de incidente ocorrer para ela aparecer em vasta quantidade, sempre destacando o lado negativo da passeata. Já outros eventos como a Virada Cultural deste ano, também tiveram furtos, roubos, brigas e acidentes sérios e foram pouco divulgados. Seria mais interessante falar de confusão em uma festa voltada para homossexuais?

Mas com tantas perguntas na minha cabeça ao escrever este texto, quase me esqueço de comentar a melhor coisa da Parada Gay: O camarote do site Mix Brasil. Este ano o portal do UOL fez um investimento incrível, com um espaço VIP, onde tinham direito a massagem, banheiro limpo, um delicioso Buffet e diversas bebidas. Além disto, convidados como a divertida Vovó Naiá (Naná – foto) do “Big Brother Brasil 9”, contagiam o público presente no local. Sem dúvida uma opção segura e relaxante bem no meio da Avenida Paulista e da Parada Gay brilhantemente organizado por Andre Fischer e sua equipe.

Avaliação: Passeata Gay (6,0) / Camarote Mix Brasil (10,0)


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18
jan
2009
0

Curiosidade cretina: O cachorro bomba

Esta é mais uma das histórias que circulam pela internet e que ninguém tem certeza se é verdade ou não, mas em todo caso…

Garante-se que um político se envolveu em uma briga com um policial por conta de seu cachorro, que estava na rua sem coleira. Irado com a ordem do “cabo”, o político ucraniano jogou uma granada no oponente. Obediente, seu cachorro seguiu o brinquedinho e apanhou-o, trazendo de volta para o dono. Com isto, entrou no ranking das mortes mais cretinas do mundo já que o cachorro se suicidou e matou seu dono.

Linda história né? Lição de moral? Nunca confia no melhor amigo do homem! Como diria Vinícius de Moraes: “O whisky é o melhor amigo do homem, é o cachorro engarrafado”. E disto os cantores de MPB parecem manjar bem… Né Maysa?

(Ps.: A imagem absolutamente cretina do cachorro Bob Esponja é meramente ilustrativa. O Bob Esponja não é suicida e nem bebe whisky… Relaxem crianças!)


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04
dez
2008
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A grande novidade da semana: Clodovil diz que nunca teve atração por mulheres

Na última terça-feira (dia 02) o programa “Nada Além da Verdade” (SBT), apresentado por Silvio Santos recebeu o deputado federal Clodovil Hernandes.

Questionado se ele já sentiu atração sexual por mulheres, o ex-apresentador respondeu “A mulher é um ser precioso, mas atração sexual só tive por homens“.

Com uma revelação bombástica como esta, quem sabe a bolsa para de cair.


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