18
Jun
2009
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13ª Parada Gay cheia de especulações e polêmicas

A divertida Vovó Naná era só alegria no camarote do portal Mix Brasil

Já dizia o velho ditado “só acredito vendo”. Eu sempre fui um pouco assim, só acreditava em algo se eu pudesse comprovar com meus olhos, nunca fui de confiar cegamente em tudo que a mídia fala e escreve; especialmente quando se trata de grandes eventos. Quando virei assessor de imprensa descobri que era realmente o melhor a se fazer, ter cautela com o que jornais e telejornais divulgam como ‘fatos’.

A Parada do Orgulho Gay de São Paulo deste ano é um exemplo desta teoria na prática em diversos aspectos. Antes do evento acontecer, li diversas noticias sobre um menor policiamento neste ano e pensei “isto não vai terminar bem”. Além disto, vi a organização estimar um público de 3,5 milhões de pessoas, contra 3,4 do ano passado. Custei a acreditar que isto pudesse ocorrer. Dois dias antes da Parada, a Feirinha do Vale do Anhangabaú lotada me fez repensar as duas coisas, afinal além de mais cheia que os anos anteriores ela estava com muito policiamento. Fiquei mais tranquilo, mas infelizmente eu estava errado.

A Parada de 2009 foi claramente menor que nos anos anteriores. A organização divulgou um público estimado de 3,1 milhões de pessoas. Porém, é difícil ter certeza, pois apesar de algumas aglomerações (principalmente no MASP), era possível observar claramente grandes espaços livres no meio da multidão. Isto ocorreu bem no meio da tarde, um horário em que normalmente a Avenida Paulista fica lotada. Os buracos continuaram até o final da passeata, que terminou mais cedo desta vez. Não era nem cinco da tarde e quase não se ouvia música na avenida, por volta das 20 horas já era difícil avistar um trio-elétrico. Teria o brilho da festa morrido?

Mas o maior problema é a falta de segurança. Mas seria ela tão grave assim? Presenciei duas situações, primeiro uma tentativa de assalto ao fotografo Fernando Souza, que estava divulgando sua exposição de fotos na passeata. E em segundo lugar uma briga bem em frente o MASP. Em comum nas duas situações foi que ninguém se propôs a ajudar, mas tem outro ponto que merece ser destacado, tanto a briga quanto o assalto foram provocados por homens heterossexuais claramente alterados pela bebida. O aumento de número de heteros na parada LGBT foi proporcional aos incidentes. Seria uma coincidência? E a fuga do público gay com medo desta confusão estaria ligada a diminuição do público? Algo para se pensar.

Além disto, vale destacar que incidentes como brigas e confusões (até envolvendo “bombas”) são relativamente comuns em grandes eventos do Brasil. Isto não é nenhuma vantagem, pelo contrário é algo vergonhoso. Mas torcidas de futebol brigam em decisões de campeonatos, no carnaval de rua da Bahia existem vários incidentes, assim como nas festas de Ano Novo na praia de Copacabana (Rio). Com um mega-evento como a Parada de São Paulo (a maior do mundo) era de se esperar acidentes. Por isto mesmo, o metrô se preparou, com um plano de funcionamento exemplar este ano. Então por que a segurança não funcionou a altura? Talvez fique ai um ponto para se melhorar no ano que vem e não simplesmente anunciar a solução mais simplista, como fez o prefeito Gilberto Kassab que ameaça ‘tirar’ a Parada Gay da Avenida Paulista.

O mais estranho é que a Parada é um evento tradicional e que normalmente não ganha o devido espaço nas mídias impressas e televisivas pela sua importância natural. Mas basta este tipo de incidente ocorrer para ela aparecer em vasta quantidade, sempre destacando o lado negativo da passeata. Já outros eventos como a Virada Cultural deste ano, também tiveram furtos, roubos, brigas e acidentes sérios e foram pouco divulgados. Seria mais interessante falar de confusão em uma festa voltada para homossexuais?

Mas com tantas perguntas na minha cabeça ao escrever este texto, quase me esqueço de comentar a melhor coisa da Parada Gay: O camarote do site Mix Brasil. Este ano o portal do UOL fez um investimento incrível, com um espaço VIP, onde tinham direito a massagem, banheiro limpo, um delicioso Buffet e diversas bebidas. Além disto, convidados como a divertida Vovó Naiá (Naná – foto) do “Big Brother Brasil 9”, contagiam o público presente no local. Sem dúvida uma opção segura e relaxante bem no meio da Avenida Paulista e da Parada Gay brilhantemente organizado por Andre Fischer e sua equipe.

Avaliação: Passeata Gay (6,0) / Camarote Mix Brasil (10,0)


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14
Jun
2009
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Parada do Orgulho Gay movimenta São Paulo

Parada pela igualdade dos direitos

Hoje (14) a linha verde do metrô paulistano amanheceu lotada. Os funcionários tentavam indicar os últimos vagões como preferenciais para as pessoas que estavam a caminho da Avenida Paulista para a Parada do Orgulho Gay, mas era em vão. Todas as estações já estavam tomadas por gays, lésbicas, simpatizantes, drags e heterossexuais não-simpatizantes que queriam aproveitar a festa para ‘pegar garotas fáceis’ ou ‘furtar objetos’.

Está é a maior Parada Gay do mundo, mas nem tudo é festa este ano. Como você já leu aqui no Cultureba, as seis casas noturnas que animaram a Paulista em 2008, ficaram de fora da avenida este ano pelo seu alto custo. Mas nem tudo é tristeza. Se alguns visitantes ficaram descontentes, outros comemoraram, pois sem as casas noturnas, o evento fica com mais cara de ‘passeata’ por direitos, do que com o ar de ‘balada ao ar livre para pegação’. No total são vinte trio-elétricos na pista, de entidades sindicais, sindicatos e órgãos governamentais.

Para deixar mais forte a mensagem de ‘passeata por direitos’, o hino oficial deste ano será executado a cada meia-hora na avenida. O tema desta 13ª edição é “Sem Homofobia, Mais Cidadania – Pela Isonomia dos Direitos!”. E para você que – assim como eu – não sabia o que era isonomia até hoje, é uma palavra que significa “igualdade perante a lei”. Ou seja, uma batalha importante às vésperas do governo votar uma lei que criminaliza a homofobia no Brasil.

A festa espera quase 500 mil turistas de todo o Brasil e até do mundo, como o príncipe indicado, Mavendra Gohil, assumidamente homossexuais, que poderá se tornar o primeiro monarca gay do mundo. Este é o segundo evento que mais trás lucro para o turismo da cidade de São Paulo, perdendo somente para a Formula 1 e ganhando do Carnaval no Anhembi e do Ano Novo na Paulista. No total, são movimentados cerca de R$ 189 milhões para a economia da paulistana. São esperadas no total 3,5 milhões de pessoas visitando as avenidas Paulista e Consolação, o mesmo número de 2008.

Para comemorar o mês do Orgulho LGBT, promovido pela Associação da Parada do Orgulho LGBT (APOGLBT). A prefeitura de São Paulo deve distribuir o primeiro Guia Gay São Paulo de graça durante a passeata de hoje, além de um milhão de preservativos. Sim, divirta-se, mas com segurança e camisinha.


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10
Jun
2009
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Alternativas mais divertidas para quem quer fugir no domingo da ‘muvuca’ da Parada do Ogulho Gay!

Salada Mista

Neste ano, infelizmente a Parada do Orgulho Gay de São Paulo deve ficar menos alegre. Não que a decadência seja uma novidade. Desde que surgiu, a passeata conseguiu o título de “maior do mundo”, mas perdeu seu ar de “protesto” para tornar-se uma grande festa ao ar livre.

E grande parte desta “micareta” que se tornou a parada se deve aos trio-elétricos das maiores casas noturnas de São Paulo. Sim, se ela é maior passeata GLS (ou GLBTT ou LGBT) do mundo atualmente deve muito a eles.

Este ano a parada pode continuar unindo heterossexuais e homossexuais (espera-se três milhões de pessoas pelo menos) em uma grande festa, mas perderá boa parte de seu brilho. As principais casas noturnas não terão carros na parada.

Segundo Alessandro Fiocco, assessor de imprensa da Trash 80’s, o alto custo é o motivo de tirar o trio da Avenida Paulista: “Este ano não teremos carro na parada. Como quase todas as casas noturnas da cidade não participaremos por causa dos valores cobrados. Teremos uma semana especial na Trash 80’s que será relacionada à causa”. E a principal festa acontece hoje, às 23 Horas. No especial “Salada Mista”, o clube Caravaggio recebe show de Nanny People, gaiola das loucas e pole dance. Tudo com open bar por apenas 40 reais (lista do site) e 50 reais (na porta).

Outra que ficou de fora foi a The Week, que junto com o carro da Trash foram eleitos os melhores trios dos anos anteriores. Em entrevista a coluna Olá (Agora São Paulo), Flávio Lima, assessor da boate afirma “Os custos para colocar um trio ficariam muito altos“. Por isto a casa noturna do bairro da Lapa também planeja suas próprias festas. Nas últimas semanas a The Week hospedou edições especiais da Trash 80’s e da Gambiarra e desta vez terá eventos temáticos da “semana do feriadão gay” de São Paulo.

A Parada Gay é um evento que custa caro para a entidade que o mantém. Além de pagar funcionários, tem seus próprios trio-elétricos e pagam taxas altíssimas para a prefeitura, como a taxa da CET. Mesmo assim, este ano, algumas noticias que circularam na mídia – como um menor número de policias presentes – tem preocupado os frequentadores da festa. E talvez por isto os gastos tenham subido com a contratação de seguranças particulares.

Mas mesmo assim, os custos para uma casa noturna ir para a avenida também subiram muito. Dos cinco mil cobrados no ano anterior, o valor dobrou para dez mil. Além disto, a boate gasta com o aluguel do carro, pagamento de artistas (como gogo boys e drags) e pagamento de direitos de músicas ao ECAD. Fora os custos com a divulgação, que agora terá de ser menor devido à lei “cidade limpa”.

Mas para quem “broxou” da Parada Gay e quer curtir a festa mesmo assim, nós temos uma alternativa segura e da melhor qualidade. A Revista Junior e o site Mix Brasil, vão ter uma ótima programação para a semana da 13ª Parada do Orgulho Gay. André Fischer, publisher da revista Junior e responsável pelo site Mix Brasil, irá repetir o sucesso do ano passado, montando um camarote Vip, no jardim do prédio do Citybank, na Avenida Paulista.

Quem comprar o convite para o camarote, que será vendido a R$150, terá direito a open bar, Buffet, pista de dança , ótima vista da Parada. E o camarote é o único com estacionamento interno. Para informações e compra de convite o telefone é (11) 3562-2100. Mais informações no site oficial do Mix Brasil.

Além do camarote, haverá um “Arraial Fashion”. Tudo que um Arraial tem direito: Barraca do Beijo, Pau de Sebo, Pescaria e Cadeia, Mirante Vip para assistir a Parada Gay, Concurso de Drag Queens, Go Go Boys, Go Go Girls, bares, e muita gente bonita. Isso tudo acontece no sábado e domingo, dias 13 e 14 de junho, das 12h às 21h, no estacionamento da esquina da Paulista com a Pamplona. Parte da renda do Arraial será revertida para instituições do segmento GLBT.

Se joga e se diverte, que este final de semana promete!


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