11
Sep
2009
1

Deixa te contar… Os órfãos do tenista Guga

Foto do Guga no site oficial do tenista

Vocês gostam de Tênis? Sim tênis, o esporte praticado pelo nosso brasileirinho Guga (Gustavo Kuerten).

Estou com saudades dele. Sempre acompanhei os jogos dele, pela televisão, claro, e o admirava muito, aliás, ainda admiro. Um rapaz que alem de competente no que faz, é um bom filho e muito atencioso com as pessoas que o rodeiam.

Bom, mas falando em tênis, há duas semanas está acontecendo o Torneio USOPEN. Eu estava assistindo, e bateu aquela saudade dele. Eu gosto desse jogo. Gostaria de ter aprendido a jogar. Agora já é um pouco tarde. Os reflexos e agilidade estão comprometidos (snif) pela idade (ufa).

Pensando bem posso até tentar. Vou procurar uma escola, de preferência, bem baratinha, para conversar essa possibilidade de aprender o básico. Um curso para a melhor idade ou terceira idade, tanto faz.

Meus tenistas preferidos não são os brasileiros, por enquanto, pois pode ser que apareça outro Guga. Gosto muito do Roger Federer, um suíço que parece até que eu conheço pessoalmente, de tanto que gosto dele. Ele jogo muito.

Admiro também o tenista Fernando Gonzáles do Chile, e alguns outros mais. E tem os que eu não gosto também como o russo Marat Safin. Ele é muito esquentado, quebra muitas raquetes.

Dos que já abandonaram a carreira, gosto do André Agassi e Peter Sampras, grandes jogadores e surpreendentes ganhadores. Não gosto muito de Rafael Nadal da Espanha e do Del Potro da Argentina, embora eles estejam se destacando bem nesse Torneio dos Estados Unidos.

No último jogo do Nadal, no término, quando já estava trocando a camisa, um homem, vindo da arquibancada, invadiu a quadra e lascou um beijo nele e disse que o amava. Ele ficou com uma cara!

Trnistas em desenho animado: Cena do animê "Príncipe do Tênis" (Prince of Tennis)

Entre as mulheres, eu gosto muito das irmãs Willians, Vênus e Serena. São umas vencedoras. A minha preferida é a Serena. Ela vai em busca de todos os lances. Não tem bola perdida. Quando ela perde também fico triste. Gosto um pouco da Safina, irmã do Safin, mas ela é igual ao seu irmão, esquentada e quebra raquetes. Já está fora do campeonato.

Apesar de bem bonita, linda mesmo, não gosto da Maria Sharapova . Ela joga bem, mas tem vezes que ela esquece que está jogando para se olhar no monitor, perdendo a concentração e acaba perdendo o jogo.

Outro dia ouvi um comentarista do ESPN, sobre o jogo, ele dizia que já não fazem mais Maria Ester Bueno, a nossa inesquecível tenista. É realmente o Brasil está órfão de Tenistas ganhadores, tanto masculino como no feminino.

Mas eu gosto de assistir jogos de tênis, e agora vou a mais uma partida, Vamos lá Federer e Serena. Vocês não sabem, mas torço por vocês.

Sobre a colunista: Ida Telhada é jornalista, assessora de imprensa, e tem 65 anos de idade e 35 de carreira.


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04
Aug
2009
1

Deixa te contar: O Cortiço Paulistano

Neste final de semana estava lendo sobre “O Cortiço”, obra de Aluisio de Azevedo, e lembrei-me que, perto de minha casa, quando eu era pequena, havia um cortiço que conheci bem de perto. Convivendo com algumas pessoas que ali moravam.

Era no bairro de Freguesia do Ó (na capital de São Paulo), que eu morava. Era uma travessa da rua principal, e esse cortiço ficava nessa rua, que hoje é uma grande avenida, umas das principais da região.

Era um casarão muito grande e bonito. Tinha um enorme portão, por isto, do lado de fora não dava para ver o que tinha lá dentro. Mas ao entrar, podia-se ver inúmeras casinhas, sem condições nenhuma de ser habitada. Não tinha nem banheiro, era uma ”casinha” no fundo do quintal, utilizada por toda a comunidade. Ali era o “Cortiço de Dona Mariana” (nome fictício). Lá se fixavam, na maioria, os retirantes Nordestinos vindo da Bahia e Pernambuco, que eram chamados de “Paus-de-Araras” ou “os Baianos”. Gente boa, com vontade de trabalhar e viver em São Paulo.

Algumas vezes eu visitei aquele lugar, pois ali moravam a Dona Joaquina e Seu Francisco, nossos conhecidos, e ela foi a parteira de minha mãe no nascimento de meus dois irmãos caçulas.

A dona do casarão, a Dona Mariana, era uma senhora gorda, branca, com cabelos pretos, bem penteados. Ela estava sempre sentada na sacada em uma cadeira de balanço. Usava um lindo chalé português, que cobriam os seus ombros e costas, pois era muito frio (naquele tempo era São Paulo, a terra da garoa) e ficava olhando os que passavam pela rua. Suas mãos ostentavam anéis com grandes pedras coloridas, usava também colares e corrente no pescoço.

Parecia uma fotografia de mulheres européias, tirada de um livro de história geral do colégio.

Era ela que recebia os alugueis e não perdoava nada. Aliás, todos diziam que o Cortiço era dela e que o marido só se casou pelo dinheiro que ela tinha (que fofoca, né?).

O seu marido, dono do cortiço chamava-se Senhor Jacob. Era um homem bonito. Magro, alto, cabelos loiros e lisos. Os seus olhos é que eu não sei se eram azuis ou verdes. Algumas pessoas falavam que ele era alemão, outras austríaco, russo… E não sei mais o quê. Mas a maioria dizia mesmo é que ele era “hungarês” (será?).

Era um homem que se vestia muito bem, sem mostrar sua posição social.

Ele tinha uma “charrete” muito bonita. Mas quando precisavam ir a algum lugar mais longe, no bairro da Lapa ou Centro de São Paulo, por exemplo, ele chamava o “chofer de praça” (nem sei se é assim que se escrevia) para poder levá-los de carro.

Ele tinha também uma “leiteria”, isto é, um sítio com muitas vacas e cabras. E com isto fornecia leite para as vendas e armazéns do bairro.

Todos gostavam dele, ao contrário do que pensavam da sua esposa, Dona Mariana. As pessoas só tinham medo dela.

Eu a conhecia e – pasmem – eu gostava dela.

Meu pai trabalhava em uma padaria e ele, por encomenda, trazia pães para o casal. E lá ia EU fazer a entrega todos os dias.

Ela me agradava bastante, dava frutas, doces, sucos e até beijinhos. Na sua casa tinha uma geladeira enorme e que diziam que tinha vindo da América do Norte.

Eles tinham um filho que eu não conheci e que estava estudando na Europa

Na casa tinha muitas mulheres que faziam os serviços domésticos. Elas não tinham salários (eram escravas enrustidas) e seus familiares moravam lá nos fundos, no cortiço.

Lembro-me de uma menina, um pouco mais velha que eu, que ficava ao lado dela recebendo ordens, hoje eu até sinto tristeza, pois enquanto ela me agradava a menina era “pisada”. Muito triste essa lembrança. Era “só uma menina filha de corticeiros”, como ela dizia.

Passados os anos, essa menina teve um filho, um menino lindo com grandes olhos azuis e cabelos claros. A criança então ficou sendo criada dentro da casa como se fosse o neto deles.

Dona Mariana ficou muito doente e morreu.

QUER SABER O FINAL DA HISTÓRIA?

O Senhor Jacob casou-se com a tal menina e assumiu, perante todos, a paternidade, não só do menino mas também de outra criança, uma menina, que havia nascido antes da esposa morrer.

Agora não existem mais nem Sr. Jacob, nem dona Mariana e nem o tal Cortiço. Existem sim a segunda esposa e os filhos usufruindo da herança deixada pelo extinto Cortiço na Freguesia do Ó.

Sobre a colunista: Ida Telhada é jornalista, assessora de imprensa, e tem 65 anos de idade e 35 de carreira.

Fotos: Divulgação (Peça “O Cortiço” – São Paulo, 2006 – Direção: Zé Aires)


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12
Jun
2009
0

Deixa eu te contar: O Pato Donald fez 75 anos

Pato Donald

Dia nove de junho, foi o aniversário do PATO DONALD. Você pode estar pensando “e o kiko?“…

Bom, este personagem da Disney, conviveu muito com a minha infância, juventude e porque não a minha “terceira idade” (que nome feio, vocês concordam?).

Margatida, Donald e seus sobrinhosSabe, ele nasceu – ou apareceu - em nove de junho de 1934 em um filme, num papel secundário, chamado “A Galinha Sábia”. A história baseava-se no velho conto infantil da galinha que tenta conseguir ajuda de outros para plantar milho. Todos se recusam a colaborar, mas aparecem quando o bolo de milho está pronto. Donald era um dos preguiçosos que desapontavam a galinha.

Walt Disney sentiu que Donald tinha muitas possibilidades e no curta-metragem “Em beneficio dos órfãos” ele roubou o espetáculo recitando “Maria tinha um carneirinho” e “Menininho Triste”, antes de explodir num ataque de fúria. Sua atuação conquistou as platéias e ele se tornou presença constante nas histórias do Mickey.

O pato original era mais alto, com pernas mais finas e um bico longo. Apesar de simpático, ele não tinha muita graça.

Donald foi mudando com o tempoGradualmente foi se tornando mais compacto e redondo. Sua cabeça ficou maior, o bico diminuiu e os olhos foram desenvolvidos, para enriquecer sua personalidade.

Com essas alterações, Donald ganhou maiores possibilidades de expressão. Sua voz, feita por Clarence Nash (7 de dezembro de 1904 – 20 de fevereiro de 1985), continuou a mesma e também sua personalidade explosiva. Donald era realmente muito engraçado. Após a morte de Nash, Donald passou a ser dublado nos EUA por Tony Anselmo, que foi treinado pelo próprio dubladador original.

Em 1937, ele se tornou astro de suas próprias séries de curtas metragens, com “Invenções Modernas”. E provou de vez que Donald é o mais versátil dos personagens Disney. O pato pode desempenhar qualquer papel, menos de um cavalheiro ou de um mudo.

Tico e TecoNão podemos nos esquecer de outros personagens de apoio, que também apareceram nos desenhos de curta metragem, como, por exemplo, Tico e Teco, os dois esquilos levados que gostam de aborrecer Donald. E os sobrinhos dele – Huguinho, Zezinho e Luizinho – lançados em 1938.

PARABÉNS DONALD, embora com algum atraso. Amo você!

Sobre a colunista: Ida Telhada é jornalista, assessora de imprensa, e tem 65 anos de idade e 35 de carreira.


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01
Jun
2009
2

Deixa te Contar: Amarrar cachorro com linguiça

Cachorro Duque

Hoje, no ônibus que eu estava, duas pessoas conversavam alto. Em dado momento uma delas disse “…é do tempo que se amarrava cachorro com linguiça”.

Nessa hora lembrei-me de um caso que aconteceu comigo, a muiiito tempo. Eu era pequena e meus pais tinham, naquela época, cinco filhos, sendo eu a segunda da lista. E nossa vida em casa, era de uma “dureza” de fazer dó.

Meu pai era operário na Vidraria Santa Marina, ganhava bem pouco, e mantinha com esse pequeno salário todas essas bocas. Por isto tínhamos um canteiro de verduras e pés de goiaba, caqui e mexerica no nosso quintal. Também existia um galinheiro, que garantia os ovos e frangos.

Havia, próximo a nossa casa, um armazém, uma venda – como eram chamados os supermercados de antigamente -, que fornecia para nós ‘a fiado’ as mercadorias que necessitávamos, e minha mãe pagava no fim do mês.

Um dia, minha mãe pediu para que eu comprasse leite. Levávamos o vasilhame e o senhor Artur ou a dona Helena colocavam à medida que pedíamos. O meu cachorro chamava-se Moleque, ele me acompanhava sempre e naquele dia não foi diferente.

Enquanto um dos donos me atendia o outro servia uma pessoa que comprava linguiça. Os proprietários da venda, ficavam sobre um estrado de madeira, e meu cachorro entrava em baixo deste estrado, talvez para pegar algo que tivesse caído lá para comer.

Naquela hora o senhor Artur deixou cair “um cordão” de linguiça de gomos. Passando pelos vãos de madeira, pasmem, a coleira de linguiças enrolou na cabeça do meu Moleque. E o cachorro saiu correndo com ela enrolada no pescoço, direto para minha casa.

Ao chegar lá, ele chegou perto de minha Mãe. E “chorando” ou “falando” no idioma Canino, ela entendeu, que era para pegar a linguiça. Não é nem preciso dizer que naquele dia a nossa mistura não foi nem ovos e nem verduras né? Nem tampouco foi um frango do quintal.

Foi um Milagre. Comemos algo que nunca comíamos, graças ao nosso cachorro Moleque.

Por isso eu digo: Sou do tempo que se amarrava cachorro com lingüiça.

Observação: A foto acima é do Duque, meu cachorro atual. Ele já está bem velinho, com doze anos, mas continua forte e bonito, protegendo nossa casa.

Sobre a colunista: Ida Telhada é jornalista, assessora de imprensa, e tem 65 anos de idade e 35 de carreira.


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03
May
2009
6

Após a festa: Virada Cultural ou Suruba Cultural?

A Virada Cultural já é um dos eventos mais importantes de São Paulo, junto com a Formula 1, o Carvanal do Anhembi, a Parada Gay, a São Silvestre e o Ano Novo na Paulista. Criada pela prefeita Marta Suplicy, baseado nas Noites Brancas da França, a festa está em sua quinta edição, mas só tornou-se conhecida de verdade na terceira (2007), quando uma briga na Praça da Sé entre a Policia Militar e alguns vândalos deixaram pessoas feridas e lojas depedradas.

A Virada Cultural de 2009 não teve brigas espetaculares, apenas incidentes isolados, mas alia-se a isto o fator ‘sorte’, pois a policia não aparentava estar presente em tantos pontos como no ano anterior e nem tão presente no meio da ‘muvuca’. Inúmeras pessoas foram furtadas, com carteiras e celulares levados por terceiros no meio da multidão. O que fazer? Talvez uma maior iluminação e maior efetivo da PM ajudaria.

Fato é que esperasse que ha cada ano a virada fique maior e mais lotada. Afinal, brasileiro, e no caso os paulistanos, adoram uma festa pública, ou seja, de graça. Afinal é uma chance de ficar bêbado na rua e fazer outras coisas que se fizessem em um dia normal, poderiam até ser presos. Nesta Virada valeu até fumar e beber no metrô. Como controlar?

Em São Paulo tudo é motivo de aglomeração. A Parada Gay é a maior do mundo, pois é lotada de ‘heteros’ e no final ninguém se lembra que estão lá para uma parada que visa exigir ‘direitos do Estado’. A maioria das pessoas só querem beber e dançar ao som dos DJs.

A festa de primeiro de maio que ocorreu nesta sexta, é outro exemplo. São Paulo tem a maior festa do trabalhador do mundo, mas pra que? A maioria das pessoas que vão até lá querem beber, ver shows e participar dos sorteios de prêmios. E os direitos do trabalhador, como ficam?

A Virada Cultural agora seguiu o mesmo rumo. Em suas duas primeiras edições, ela era uma festa pequena, cujas atrações se concentravam em teatros, com dança, música clássica e outras festividades de menor porte, mas fortemente ligadas à cultura. A administração do prefeito Gilberto Kassab transformou tudo em um mega evento pra impressa ver, com grandes shows, muitos palcos e, claro, muitos bêbados.

A principio, a impressão é que passa é que a maioria das pessoas que frequentam a Virada Cultural não estão nem um pouco interessadas na cultura. Eles ficam andando entre um palco e outro, vagando pelo centro, bebendo, ficando com estranhos e aprontando tudo que não fariam em um jeito normal.

Nada contra. A calçada é pública, o bêbado pode vomitar nela quando quiser. E não é crime ficar se beijando em uma rua escura – nos anos 50 era – mas… E a cultura? Teatros como o Satyros estavam mais vazios este ano que no anterior. Era praticamente impossível assistir os shows, já que era muito difícil se aproximar dos palcos (era preciso desviar dos bêbados caídos na praça).

Enfim, a Virada Cultural continua sendo um ótimo programa, divertido e único, mas… Bem que poderia ter um pouquinho mais ‘cultural’ né?

Atualizado: A prefeitura de São Paulo confirmou um público de quatro milhões de pessoas na Virada Cultural deste ano, um verdadeiro recorde.


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28
Apr
2009
1

Minha TV: O grande problema de “Força-Tarefa”

Na foto acima os atores Aramis Trindade, Thiago Martins e Leonardo Medeiros aparecem em intervalo de gravação de “Força-Tarefa“. O seriado tem um bom elenco (inclusive com os ‘convidados’), mas simplesmente não funciona. Por quê? Falta texto!

Pra começo de conversa, o elenco de “Força-Tarefa”, apesar de contar com vários novatos, é bem escalado. Os protagonistas feitos pelos talentosos Murilo Benício (Tenente Wilson) e Milton Gonçalves (Capitão Caetano) convencem. Para completar temos a genial Hermila Guedes (dos filmes “O Céu de Suely” e “Cinema, Aspirinas e Urubus”) como a Sargento lésbica Selma.

O diretor da série é o fabuloso José Alvarenga Jr, que esteve na equipe de “A Justiceira”, um dos melhores seriados policiais já feitos no país e que comandou ótimas comédias na TV como “Sai de Baixo”, “Os Normais”, “Os Aspones”, “Os Amadores” e “A Diarista”.

O problema de “Força-Tarefa” é o seu texto, que lembra muito os antigos seriados norte-americanos, como “MacGyver: Profissão Perigo”. As tramas absurdas e de solução fácil não convencem uma geração que cresceu acompanhando a complexidade de tramas policiais como “24 Horas”, “Desaparecidos” e “C.S.I: Investigação Criminal”.

E não é questão de “brasileiro não sabe fazer série policial”. O que falta é um equilíbrio de direção, elenco e texto. Prova disto é o seriado “A Lei e o Crime”, da Rede Record, cuja melhor qualidade é justamente o excelente roteiro de Marcilio Moraes.

Prova disto é que “A Lei e o Crime” teve seu primeiro ano esticado e já tem assegurada uma segunda temporada, será que “Força-Tarefa” terá a mesma sorte?

A audiência na última quinta (23) já caiu. Foram 20 pontos, contra 23 do primeiro episódio. Vamos aguardar…


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27
Apr
2009
2

Minha TV: Será que “50 por 1″ é um bom programa?

Devo assumir que tenho certo preconceito com o programa “50 por 1”, da Rede Record. Com esta atração já coloquei em pratica logo de cara o tradicional bordão “não vi e não gostei”.

Acho que talvez o motivo de ter este ‘pré-conceito’ do programa, foi o fato dele ser apresentado por Alvaro Garneiro e não por um jornalista. Alvaro é conhecido por ser um empresário milionário, socialite que aparece em revistas e namorado da Caroline Bittencourt.

Mas hoje um colega de trabalho me veio falar que dormiu muito tarde sábado, porque estava esperando começar o “50 por 1”, que inicia depois do “Show do Tom”, por volta da uma da madrugada. Questionei porque e ele me disse: “Espero a semana inteira pra ver, é ótimo”.

Na hora fiquei meio chocado, será que seria mesmo ‘ótimo’, este programa de viagens da Rede Record? E questionei ele o motivo de esperar tanto pelo “50 por 1”. Basicamente a resposta que obtive, foi que o programa é diferente de tudo que existe na televisão atualmente. Que, por exemplo, enquanto o “Globo Reporter” quando fala de Portugal sempre mostra as coisas de sempre, como a “Igreja de Fátima”, o programa de Garneiro mostra o Mercado Municipal de Lisboa.

É basicamente um programa de ‘experiências de vida’, onde mostra Alvaro Garneiro vivendo aspectos diferentes de uma cidade ou região como “um passeio de Bicicleta em Manhattan”.

O programa já está em sua segunda temporada e cada uma delas tem 50 episódios, ou 50 experiências, como preferir.

É, acho que darei uma chance para Alvaro Garneiro e vou assistir o “50 por 1” no próximo sábado…


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23
Apr
2009
0

Deixa te contar: Dia de limpeza nas gavetas

Hoje gostaria de ter uma “caçamba”. Sabe aquelas que colocam nas calçadas para jogarem o lixo fora? Aquelas que incomodam pra caramba quem não tem nada a ver com o lixo em questão?

Limparia minhas gavetas, meus armários, minha vida, Uff!

Quando a gente olha nas coisas que temos, avaliamos coisa por coisa, e vemos quanta inutilidade guardada.

Tem papelzinho de bombom de, sabe-se lá porque está guardado, lembrancinha de casamento, batizado, chá de bebê, de cozinha, aniversário.

Ingresso de shows, de muitos e muitos anos, não tem serventia pra nada.

E aqueles “bibelôs” que te presenteiam e ainda dizem que é a sua cara?

E roupas então. Tem cachecol que nunca foi usado, está lá porque alguém nos deu. Tem uma “estola” de crochê (prateada) que me foi dado por uma senhora, que diz me amar muito, que fazer com uma peça tão valiosa?

Encontrei uma camiseta que nem sei porque estava guardada, é muito feia, pequena, não serve, nem nunca serviu para mim, então porque guardar?

Uma camisola, essa eu lembro quem me deu, é 42 e eu uso 46… Gente porque eu guardei isto? Será que eu achava que ela ia esticar?

Fora com isso, pois quem me deu sabia que não ia me servir, mas acho que essa pessoa ganhou e quis se livrar da peça dando para mim.

Tem também frascos vazios de perfume. Guardamos porque se lembraram da gente em alguma viagem, então vamos guardar.

É pessoal, tem muita coisa pra jogar fora. Limpeza geral. Socorro! Me tragam uma “caçamba” que eu quero me livrar de muitas tralhas.

Sobre a autora: Ida Telhada é jornalista e assessora de imprensa, tem 65 anos de idade e 35 de carreira


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