22
Jul
2009
2

Mauricio de Sousa é homenageado por cartunistas

Em 1959, o então repórter da editoria de polícia Mauricio de Sousa, com apenas 23 anos, publicou sua primeira tirinha, com o cachorro Bidu e seu dono Franjinha, no jornal “Folha da Manhã”. Hoje aos 73 anos, e com uma quantidade enorme de personagens, histórias e outros produtos, Mauricio relembra os passos de sua carreira. “É claro que eu não sabia que as minhas criações ganhariam a importância que têm hoje. Mas eu não posso negar que eu imaginei tudo isso, sim”, confessa.

Em meio a várias comemorações aos 50 anos de carreira do autor, um grupo de quadrinistas criou um blog para postar criações originais e muitas homenagens ao pai de Mônica.

Por enquanto não há nenhum material, mas o blog já está no ar e conta com a lista dos participantes do projeto. Confira todo pessoal aqui.

As comemorações aos 50 anos de carreira do autor continuam com um documentário produzido pelo canal pago The Biography Channel, do grupo A&E, com depoimentos de artistas como Ziraldo, Luciano Huck, Ivete Sangalo e o cartunista Jim Davis, criador de Garfield. O vídeo será exibido no dia 18 de julho no Brasil e outros países da América Latina.

A carreira em exposição

Dia 19 de julho será aberta a exposição “Mauricio 50 anos” no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE). “A exposição vai reunir coisas que nem eu mesmo lembrava que existiam. Vai dar pra ter uma boa visão de como foi o trabalho nessas cinco décadas”, disse o cartunista em entrevista ao Guia da Folha Online.

Na mostra estarão em exposição um acervo completo com tirinhas, gibis e imagens dos personagens criados por Mauricio. Em uma outra área será apresentado a releitura de algumas das maiores obras clássicas da pintura e escultura, entre eles Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rodin, todos com a cara dos personagens da Turma da Mõnica.

Outras publicações

Ainda em outubro será lançado a publicação “MSP 50″, planejado por Sidney Gusman, que selecionou 50 artistas para criar uma história original com um dos personagens da turma. Entre esses artistas estão Laerte, Ziraldo e os irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá.

No segundo semestre a turma entra na área multimídia com jogos e animações em computação gráfica, além de conteúdo para celular e internet. Segundo Mauricio, seu estúdio pretende investir na área da educação. Já foram confirmadas parcerias com BBC de Londres e o Discovery Channel.

Serviço: Mauricio 50 anos
Local: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE)
Endereço: Av. Europa, 218. Jardim Europa – São Paulo, SP.
Data: 19/7 a 18/8. Terça a domingo. Das 10h às 19h
Telefone: (11) 2594-2601
Grátis. Classificação estária livre.


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04
Jul
2009
0

50 anos de Mauricio de Sousa

Mauricio 50 AnosEm 1959, o então repórter da editoria de polícia Mauricio de Sousa, com apenas 23 anos, publicou sua primeira tirinha, com o cachorro Bidu e seu dono Franjinha, no jornal “Folha da Manhã”. Hoje aos 73 anos, e com uma quantidade enorme de personagens, histórias e outros produtos, Mauricio relembra os passos de sua carreira. “É claro que eu não sabia que as minhas criações ganhariam a importância que têm hoje. Mas eu não posso negar que eu imaginei tudo isso, sim”, confessa.

As comemorações aos 50 anos de carreira do autor começam com um documentário produzido pelo canal pago The Biography Channel, do grupo A&E, com depoimentos de artistas como Ziraldo, Luciano Huck, Ivete Sangalo e o cartunista Jim Davis, criador de Garfield. O vídeo será exibido no dia 18 de julho no Brasil e outros países da América Latina.

A carreira em exposição

Dia 19 de julho será aberta a exposição “Mauricio 50 anos” no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE). “A exposição vai reunir coisas que nem eu mesmo lembrava que existiam. Vai dar pra ter uma boa visão de como foi o trabalho nessas cinco décadas”, disse o cartunista em entrevista ao Guia da Folha Online.

Na mostra estarão em exposição um acervo completo com tirinhas, gibis e imagens dos personagens criados por Mauricio. Em uma outra área será apresentado a releitura de algumas das maiores obras clássicas da pintura e escultura, entre eles Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rodin, todos com a cara dos personagens da Turma da Mõnica.

Outras publicações

Ainda em outubro será lançado a publicação “MSP 50″, planejado por Sidney Gusman, que selecionou 50 artistas para criar uma história original com um dos personagens da turma. Entre esses artistas estão Laerte, Ziraldo e os irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá.

No segundo semestre a turma entra na área multimídia com jogos e animações em computação gráfica, além de conteúdo para celular e internet. Segundo Mauricio, seu estúdio pretende investir na área da educação. Já foram confirmadas parcerias com BBC de Londres e o Discovery Channel.

Serviço: Mauricio 50 anos
Local: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE)
Endereço: Av. Europa, 218. Jardim Europa – São Paulo, SP.
Data: 19/7 a 18/8. Terça a domingo. Das 10h às 19h
Telefone: (11) 2594-2601
Grátis. Classificação estária livre.


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22
May
2009
2

Petra Leão – A roteirista de Turma da Mônica Jovem 9

Na edição número nove de “Turma da Mônica Jovem” conhecemos uma divertida história que situa os personagens durante a montagem de uma peça teatral no Colégio do Limoeiro. O conflito começa com a chegada de um garoto desconhecido agita a galera e provoca brigas, intrigas e muito ciúme, além de ameaçar abalar uma antiga amizade.

Revista em estilo mangá tem seu roteiro assinado por Mauricio de Sousa e Petra Leão (foto), abaixo você confere parte da entrevista que a jovem roteirista Petra deu para a revista Neo Tokyo 37 (editora Escala). O bate-papo foi feito por David Denis Lobão e Carolina Michelli.

Neo Tokyo: Como começou sua carreira como roteirista?
Petra Leão: Começou em 2000, na editora Trama. Comecei fazendo histórias de quatro páginas do Capitão Ninja, na extinta revista Dragão Games. Fiz muitas histórias de quatro páginas pra diversas revistas da editora, até que fui convidada para escrever a primeira edição especial de “Holy Avenger” com minha parceira da época, Fran Briggs. Foi meu primeiro trabalho editorial de peso. Depois disso, escrevi muitas outras edições especiais, minisséries e matérias, como “Dado Selvagem”, “Mercenário$”, “Victory”, além da própria “Holy Avenger”.

Mônica Mangá 9Neo Tokyo: Que trabalhos destaca em sua carreira?
Petra Leão: Alguns trabalhos que me marcaram muito foram o especial número 2 de “Holy Avenger”, por eu ter podido colocar e explorar na trama um personagem meu do qual gosto muito, o elfo rabugento Klaus – que depois virou figura carimbada no universo de Tormenta, onde se passa a história. Também destaco a “Victory” 2 (continuação de “Victory”), a primeira minissérie que escrevi sozinha. As duas séries de “Victory” foram publicadas nos EUA pela Image e com isso fui a primeira roteirista brasileira – e mulher – a publicar uma HQ nos Estados Unidos, o que me deixou muito feliz.

Neo Tokyo: E ainda sobre “Holy Avenger”, como foi fazer a dublagem do CD?
Petra Leão: Foi bastante divertido! A dublagem foi feita no Rio, então a “equipe de criação” viajou pra lá pra fazer uma concentração. Marcelo Cassaro, o criador, nunca tinha trabalhando com audiodrama antes, então as cenas tiveram que sofrer várias modificações de última hora. Na véspera do primeiro dia de gravação, a equipe de criação (Marcelo Cassaro, eu, Fran Briggs e Guilherme Briggs) ainda estávamos retocando e criando novos diálogos. Foi uma aventura e uma nova experiência pra mim, que apesar de já ter feito muitos cosplays, nunca tinha trabalhado “profissionalmente” com atuação, e ainda mais ali do lado de dubladores tarimbados como o Guilherme Briggs, Mauro Ramos e Miriam Fischer. Fiquei nervosa, fui mais tiete do que fã, pedi autógrafo pra todos, mas tentei fazer minha parte o melhor possível, dirigida pelo Guilherme Briggs (risos).

Neo Tokyo: A personagem Petra, foi criada por você ou inspirada em você? Como foi fazer a dublagem da sua própria personagem?
Petra Leão: A personagem na realidade já estava prevista para aparecer em Holy Avenger, antes do Cassaro me conhecer. Ele já sabia quais suas características principais – tímida, carinhosa, sem olfato e seria apaixonadinha pelo personagem Tork – e tinha desenhado como ela seria – e ela não parecia nem um pouco comigo, era alta e loira. Depois que eu e o Cassaro começamos a conviver, ele viu como eu gostava do Tork também – na real, é meu personagem preferido em Holy Avenger – e resolveu dar pra personagem o mesmo nome que eu; e a desenhista, Erica Awano, resolveu desenhá-la com um corte de cabelo parecido com o que eu usava. Apesar de ser uma personagem muito fofa, não sei se sou muito parecida com ela, mas acredito que o Cassaro tenha feito ela de acordo com a visão que ele tinha de mim na época.

Neo Tokyo: Quais as maiores dificuldades que um roteirista enfrenta atualmente no Brasil?
Petra Leão: Obviamente, a falta de mercado para quadrinhos feitos no Brasil. Senti que houve um momento de efervescência de 1998 a 2002, em que surgiram muitos projetos de quadrinhos feitos aqui como “Megaman”, “Comborangers”, “Holy Avenger” e as HQs do Studio Seasons. Foi também a época em que fanzines de nível profissional surgiram, como o Ethora e o Break the Hand, e artistas incríveis foram revelados através de suas páginas, como Erica Awano, Denise Akemi, Diogo Saito, Erica Horita… No entanto, foi como uma bolha que cresceu e estourou. Depois disso, o mercado tornou a se voltar para produções estrangeiras, os artistas brasileiros também passaram a trabalhar para estúdios de fora e pouco se vê de produção nacional nas bancas além do já clássico “Turma da Mônica”. Isso é porque é muito caro e inseguro investir numa HQ feita no Brasil. O público tem pé atrás com publicações brasileiras, acham que não vão durar e por isso não compram os primeiros números, querendo ter certeza da série se ‘firmar’ para investir nela. Só que com isso, poucas são as editoras que tem como pagar o custo de produção desses primeiros números suportando o prejuízo inicial em prol de um lucro futuro. Com isso se cria um círculo vicioso e são poucas as editoras que “topam” um projeto de HQ feito no Brasil. Os roteiristas tem que ter noção que quem quiser se firmar nesse meio, vai ter que enfrentar essa realidade.

Neo Tokyo: Que dicas você daria para um roteirista iniciante?
Petra Leão: Pelos motivos que já citei, as chances de um roteirista oferecer um projeto em uma editora e este ser aceito ‘de prima’ é muito pequeno. O melhor caminho é começar fazendo um fanzine com bom acabamento ou publicando na internet. Dessa forma, o fanzine ou site serve como portfólio, e seu compromisso, proposta e qualidade podem ser melhor avaliados. Sem contar que ter um público cativo, ainda que seja em um nicho, aumenta suas chances da editora se interessar por você. No mais, é necessário estar sempre atento às oportunidades do mercado. Muita gente quer se tornar roteirista espelhando-se em trabalhos estrangeiros e não faz idéia do que se passa no mercado brasileiro. É muito diferente a trajetória de um mangá-ká no Japão, onde se tem concursos pra revistas e um mercado estabelecido, e o mercado do Brasil. É necessário ficar atento à nossa realidade, ler sempre sites de quadrinhos e observar o que se publica em bancas para encontrar uma brecha.

Neo Tokyo: Com o que você tem trabalhado atualmente?
Petra Leão: Passei um bom tempo escrevendo para uma revista informativa, e também trabalhei em áreas paralelas relacionadas à minha formação, como professora de Artes, mas sem nunca abandonar os freelas de quadrinhos. Cheguei a fazer projetos para uma editora da Jordânia, que estava interessada em começar uma produção de quadrinhos femininos por lá. É um projeto que ainda está em andamento. Recentemente comecei a fazer parte da equipe de roteiristas que desenvolve trabalhos para o Mauricio de Sousa e também estou desenvolvendo roteiros para uma série de desenho animado que será produzida pra TV Cultura; e não, não é a “Holy Avenger” – o projeto da “Holy” já foi aprovado pela lei Rouanet, mas não conseguiu pleitear recursos financeiros ainda para ser produzida.


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22
Feb
2009
2

Roberto Gómez Bolaños, o Chaves, completa 80 anos

O ator, diretor e roteirista Roberto Gómez Bolaños (Chespirito), criador dos personagens Chaves e Chapolin, comemorou neste sábado (21), 80 anos de vida. O artista acaba de concluir um tuor pela América Latina com sua peça de teatro “11 y 12″ e atualmente está dedicado a escrever, e já está na etapa final de três livros, um é sobre história universal, outro um ensaio sobre o riso e, o terceiro, sobre futebol.

Eu o vejo tão lúcido, tão animado, ainda tão cheio de projetos. Tem livros que está terminando, três diferentes, e um roteiro que está fazendo para o filme do Chapolin“, disse Beatriz León, assessora de Bolaños, em entrevista a Reuters.

O ator mexicano comemorou seu aniversário em almoço com seus seis filhos e está planejando viajar com sua peça teatral para a Argentina, Colômbia e Equador. Segundo sua assessora, ele completou 80 anos com boa saúde, mas “com as enfermidades próprias a idade“.


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22
Feb
2009
0

Oscar 2009: Os prêmios póstumos da academia

O prêmio de melhor ator coadjuvante é considerado pela critica especializada o Oscar mais previsível deste ano. Caso se confirme à vitória para Heath Ledger (Coringa em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”) não se sabe ainda quem subirá ao palco do teatro Kodak para receber a estatueta em nome do falecido ator.

Pelo regulamento da Academia, o troféu pertence a Matilda, filha do ator com a atriz Michelle Williams (Jen de “Dawson’s Creek”), com quem ele teve um caso durante as filmagens de “O Segredo de Brokeback Mountain”. Mas como a menina tem apenas três anos, ela não deve subir ao palco para receber o prêmio do pai, e nem pode legalmente assinar o termo de compromisso que todo dono de um Oscar recebe junto com a estatueta. No Globo de Ouro, quando Ledger venceu como ator coadjuvante, Chris Nolan (diretor do filme) aceitou o prêmio em nome do astro.

Mas esta não seria a primeira vez que um prêmio póstumo seria entregue pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos da América. O primeiro Oscar póstumo foi entregue para o roteirista Sidney Howard pelo roteiro de “E o Vento Levou”. Pouco antes da data da premiação ele foi atropelado por um trator em uma fazenda em Masssachusetts e faleceu. Antes disto Douglas Fairbanks ganhou um prêmio honorário após sua morte em 1939. No entanto, até hoje, o único ator que recebeu um Oscar póstumo foi Peter Finch pela sua atuação no filme “Rede de Intrigas” em 1976.

Outros profissionais receberam indicações póstumas, mas não chegaram a ganhar o prêmio máximo do cinema. Foram nomeados oficialmente para os Academy Awards após sua morte os atores Jeanne Eagels (“A Carta” em 1928), James Dean (“Vidas Amargas” em 1955 e “Assim Caminha a Humanidade” em 1956), Spencer Tracy (“Adivinhe Quem Vem Para Jantar” em 1967), Ralph Richardson (“Greystoke – A Lenda do Tarzan” em 1984) e Massimo Troisi (“O Carteiro e o Poeta” em 1995). Além deles também concorreu ao Oscar após ter falecido o diretor de fotografia Conrad L. Hall (“Estrada para Perdição” em 2002)


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