A atriz Ângela Dip está vivendo um fato raro de super exposição na mídia, no ar simultaneamente em quatro emissoras de TV diferentes.
Na Rede Globo ela vive a Dona Tânia na atual “Malhação ID”, na TV Cultura ela está no ar há anos como a Penélope da reprise de “Castelo Rá-Tim-Bum”.
Dip também pode ser vista nas reprises de “Pérola Negra” (SBT), como a empregada Ivone e de “Ilha Rá-Tim-Bum” (TV Rá-Tim-Bum), como a aranha Nhã Nhã Nhã.
Na tarde desta terça-feira (19), a TV Cultura anunciou que os contratos dos manipuladores (e dubladores) dos bonecos do programa “Cocoricó” não serão renovamos quando se encerrarem dia 31 de janeiro.
Atualmente a emissora exibe a temporada inedita “Cocoricó na Cidade”, capturada e exibida em alta definição (HD), ela vai ao ar de segunda à sexta-feira, às 11h15, com reprise às 15h15.
Fernando Gomes, diretor do programa e responsável pelo boneco Júlio, disse em entrevista ao UOL Criança não estar surpreso com o anúncio realizado pela TV Cultura. “É uma pausa normal do Cocoricó. Às vezes uma temporada emenda na outra e, às vezes, há uma janela entre elas. É claro que sempre fica um clima ruim, uma sensação de demissão, mas não podemos dizer que fomos demitidos porque não somos funcionários da Cultura, somos PJ [pessoa jurídica]“.
Já Eduardo Alves, responsável pelos bonecos dos personagens Lola, Passo Torquato e João, não encarou tão bem a notícia: “Não consigo entender. Acredito que o Cocoricó paga boas contas da TV Cultura e nós somos uma equipe de profissionais altamente competentes e preparados para realizar nosso trabalho”, afirmou o ator para o UOL.
Nossos ídolos de infância, muitas vezes somem sem deixar rastros. Alguns mudam completamente a veia artística como ocorreu com o ator Luiz Henrique, o ET Zero-Zero de “Rá-Tim-Bum”, enquanto outros infelizmente morrem, como recentemente aconteceu com o anão Pitoco, assistente de palco do “Eliana & Alegria”.
Neste quesito, se enquada, Wagner Bello, que faleceu em 12 de agosto de 1994 e que ficou famoso com o personagem Etevaldo do seriado infantil “Castelo Rá-Tim-Bum” produzido pela TV Cultura em 1994.
Bello foi formado pela Escola de Artes Dramáticas da USP (EAD), e assim trabalhou em várias peças, inclusive recebeu o Prêmio APETESP de melhor ator em 1991 pela peça “Enq, o Gnomo”.
Wagner faleceu antes de gravar aquela que seria a última aparição de Etevaldo no programa. Para o episódio, então foi chamada a atriz Siomara Schroder, para interpretar Etecetera, irmã do ET. A atriz, em outra oportunidade, já havia interpretado a mãe de Etevaldo.
O ótimo Wagner Bello morreu aos 34 anos, no ano em que tinha acabado de se separar da atriz Valéria Sândalo. Ele morreu devido às complicações da AIDS, semanas depois de descobrir que tinha a doença.
Aproveitando a triste matéria. Vamos lembrar de alguns grandes ícones soropositivos brasileiros, que nos deixaram “cedo demais”… Como brilhantemente fala a música “Os bons morrem jovens”, de Renato Russo.
- Henrique de Sousa Filho, o cartunista Henfil (1988)
- Cazuza, cantor (1990)
- Conrado Segreto (estilista, 1992)
- Herbert Daniel, jornalista fundador do grupo “Pela Vidda” (1992)
- Leonilson, artista plástico (1993)
- Carlos Augusto Strazzer, ator (1993)
- Caíque Ferreira, ator (1994)
- Cláudia Magno, atriz (1994)
- David Neves, cineasta (1994)
- Skunk, cantor rapper do grupo “Planet Hemp” (1995)
- Rubens Correa, ator (1996)
- Renato Russo, cantor (1996)
- Caio Fernando Abreu, escritor (1996)
- Herbert José de Sousa, o sociólogo Betinho (1997)
Ele não era um rato gigante, ele era um homem vestido de rato. Morreu o ator Mark Ritts, o interprete do personagem Lester da série “O Mundo de Beakman”, exibida no Brasil pela TV Cultura, pela Rede Record e pelo canal Boomerang.
Mark Ritts, 63 anos, morreu na última segunda-feira (07) após lutar por dois anos contra um câncer. O ator faleceu em sua casa, em La Cañada Flintridge, Califórnia. Ele sempre ficará na lembrança das crianças que cresceram nos anos 1990.
Vamos rever uma cena da série em português? No Brasil o ator era dublador por Carlos Silveira.
Como você leu aqui no Cultureba, a atriz Dirce Migliaccio, morreu nesta semana. Dice foi a primeira atriz a viver a boneca Emília na Rede Globo, entre março de 1977 e janeiro de 1978, quando foi substituida por Reny de Oliveira, que ficou no seriado até dezembro de 1982.
O problema é que quando a Rede Globo foi homenagear a atriz no “Jornal Hoje” e noticiar sua morte, acabaram usando imagens de Reny e não de Dirce, que continua viva e atualmente mora nos Estados Unidos. O vídeo você confere logo abaixo.
Mas antes uma observação. Dirce foi a primeira Emília da Globo, mas não da televisão. Lúcia Lambertini (1926 — 1976) deu vida a boneca de pano entre 1952 e 1962 na TV Tupi e em 1964 na TV Cultura. A segunda atriz que viveu a personagem foi Zodja Pereira (que ainda está viva é dubladora em São Paulo) entre 1967 e 1969 na TV Bandeirantes. Sendo assim, Dirce na verdade foi a terceira Emília da nossa TV.
Sorte dos fãs de Dirce, que o “Video Show” na sequencia arrumou o erro…
E no “Mais Você“, além de Dirce lembrou também de Andrea Maltarolli…
“Começar a Terminar”, de Samuel Beckett, encenado por Antonio Abujamra (o Marco Iago da novela “Poder Paralelo”) ano passado, foi convidado para representar o Brasil no Festival Internacional de Teatro de Cabo Verde, o Mindelact (realizado há mais de 15 anos e é considerado o maior festival de Teatro do continente africano), neste mês de setembro. Entre as atrações do evento, além do diretor brasileiro, estão nomes como Peter Brook e a participação de vários grupos de países, europeus, africanos e americanos.
A montagem de Abujamra teve o patrocínio dos Correios e agora conta com o apoio da BR Petrobrás para ser apresentada em cinco capitais, ainda em 2009: Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Recife. Além da itinerância do espetáculo e sua participação no importante festival do continente africano, Antonio Abujamra também será homenageado em Cabo Verde, onde será exibido o novo filme de Ugo Georgetti (“Solo”). Nessa turnê, a equipe da peça vai aproveitar para captar imagens para o conteúdo do programa Provocações, da TV Cultura. Saiba mais sobre o Mindelact em http://www.portugal-linha.pt/mindelact/
“Frutas e Companhia” (Los Fruittis) foi exibida na década de 1990 pela TV Cultura e no começo do século 21 pela “Rede Record” no “Eliana & Alegria”. O desenho infantil se passa no mundo das frutas, legumes e vegetais. E no meio de tudo isto, ainda tinha uma menina como a protagonista.
O desenho é uma produção criada e dirigida por Antoni D’Ocon no final anos 80, que estreou em setembro de 1991 na TV espanhola. A série deixou personagens clássicos como Abacaxito e Bananito marcados na memória dos fãs saudosistas.
Confira abaixo um trecho da animação dublada em português:
Segundo o site Farofa com Batata, a animação “A família de Mézga” (Mézga család) é uma série hungará que rendeu duas continuações, a mais recente transmitida na TV Cultura em meado da década de 1990. Produzido nos estúdios de PannóniaFilm, Hungria, entre 1968 e 1978. Os enredos da série foram escritos por József Romhányi e por József Nepp.A série tornou-se muito popular, além da Hungria, na República Tcheca, Bulgária e Itália. Em alguns destes países, as séries ainda aparecem regularmente na televisão. Cada série consiste em 13 episódios.
A família consiste em Géza, no pai, em uma figura cômica ( muito similar ao famoso Homer Simpson ), sua esposa Paula que é a “dominante” na família, a filha Kriszta adolescente de 12 anos e o filho Aladár , uma criança prodígio, além do gato Maffia e um cão, Blöki (Zorro) que os acompanham. Dr. Máris, seu vizinho cínico, é regularmente envolvido involuntariamente nos desastres que cercam a família.
O nome “Mézga” significa “má sorte” em húngaro, e foi traduzido como o rodina Smolíkových em TchecoLa famiglia Mezil em italiano, Familie Metzger no alemão, a Família Mézga/Mesga no português, e Miazgovci em eslovaco, sempre mantendo o significado literário.
Confira um trecho do primeiro episódio da série exibida no Brasil