Com sua média consolidada no Ibope de apenas 10,1 pontos na Grande São Paulo, a estreia da novela “Bela, a Feia” foi a pior da emissora desde a novelinha “Alta Estação”, em 2006, que marcou 8 pontos. Suas antecessoras no horário, “Promessas de Amor” (13 pontos) e “Os Mutantes – Caminhos do Coração” (24 pontos), foram bem melhor.
Motivos para este inicial fracasso ainda não existem. A trama é inteligente e ágil; apesar da autora de ter feito muitas mudanças em relação à história original e alguns atores ainda não terem encontrado o tom certo dos personagens. É uma comédia divertida e descompromissada, como as tradicionais tramas da sete da Rede Globo.
Mas para piorar um pouco as coisas, o segundo capítulo da nova novela da Record, caiu mais ainda na audiência. De acordo com dados prévios do Ibope, no horário em que foi ao ar, a Record marcou apenas oito pontos com pico de dez. Em diversos momentos o SBT encostou na novela, chegando a superar em alguns minutos como o seu novo reality show “Qual é o seu talento?“.
A marca é muito baixa, pois com toda a divulgação que fez ao longo de sua programação e anúncios publicitários em revistas a Rede Record esperava pelo menos 20. Já a emissora mexicana Televisa (que vendeu os direitos da trama para o canal paulistano) sonhava com 15. Estranho mesmo é ver o apresentador Britto Jr. se referindo a novela como “um sucesso” durante a exibição de “A Fazenda”. Quem sabe mais pra frente…
O final da saga dos “Mutantes” não deu o Ibope esperado para a Rede Record. Enquanto o último capítulo de “Caminhos do Coração” (primeira temporada) registrou 23 pontos no Ibope, o fim de “Promessas de Amor” (última fase) ficou com somente 11.
Se o fim de “Mutantes – Promessas de Amor” não foi bem na segunda (03), o primeiro capítulo de sua substituta “Bela, a Feia”, que foi ao ar ontem (04) também não teve bons resultados. O primeiro capítulo da versão brasileira de “Betty, a Feia” marcou 9,7 pontos de média com 13 de pico.
Após 124 capítulos, chegou ao final hoje (03) a trama de “Promessas de Amor”, a terceira fase da saga de “Mutantes”, novela que se encerrou com 589 episódios e o título de segunda maior história da teledramaturgia brasileira.
O grande suspense do último capítulo era a identidade do “assassino misterioso” que matou mais de vinte personagens coadjuvantes na reta final da novela. Como era esperado, a culpada era Juli (nome verdadeiro da doutora Júlia Zacarias – Ítala Nandi), uma alienígena da raça reptiliana que possuía 50 mil anos. Ela foi morta pelo policial Roberto Montenegro (Felipe Folgosi).
Além disto foi mostrado o final de Romlaw (nome verdadeiro de Sócrates – Walmor Chagas), que era a ‘Chefia Oculta’ dos aliens reptilianos e que também tinha 50 mil anos. Ele foi morto graças aos mutantes: Valente (Marcos Pitombo), Ísis (Louise D’Tuani) e Ágata (Juliana Xavier).
Sobrou ainda espaço para novas intervenções da ficção cientifica na teledramaturgia brasileira e foi mostrado como seria a cidade do Rio de Janeiro no futuro (com direito a um transporte coletivo voador).
Mas a grande surpresa do final foi um padre católico realizando o casamento dos mocinhos Sofia (Renata Dominguez) e Amadeus (Luciano Szafir). Foi no mínimo inovador na teledramaturgia da emissora evangélica, à presença de um religioso da igreja católica comandando a cerimônia.
Para finalizar, o único ponto falho foi a omissão dos créditos técnicos da novela. Para emendar o final da novela ao início de “A Fazenda”, a Rede Record cortou o encerramento da trama com os nomes da equipe responsável pelos bastidores da trama e seus grandes efeitos visuais. Lastimável.
Aproveitando que hoje (03) será exibido o último capítulo da saga dos mutantes da Rede Record, o Cultureba publica uma entrevista realizada com o diretor da trama, Alexandre Avancini, feita entre a segunda temporada (“Os Mutantes – Caminhos do Coração”) e a terceira (“Mutantes – Promessas de Amor”).
Entrevista com Alexandre Avancini
Alexandre Avancini é um consagrado diretor e produtor brasileiro de televisão e cinema. Filho do também diretor Walter Avancini (de “Xica da Silva”) e irmão da atriz Andréa Avancini (que também está em “Os Mutantes” como a professora Érica), ele tem um extenso currículo que inclui a elogiada novela “Vidas Opostas” um dos maiores sucessos de crítica da Rede Record. Além desta trabalhou em outras tramas como diretor-geral “Prova de Amor”, “Senhora do Destino” (uma das maiores audiências da Rede Globo), Kubanacan (trama que também lidava com viagens no tempo), “Coração de Estudante”, “O Quinto dos Infernos”, “Presença de Anita” e “Uga Uga”.
Quando você foi chamado para dirigir a novela? Qual o primeiro pensamento que veio em sua cabeça quando pensou que dirigiria uma trama com mutantes?
Alexandre | Na verdade eu já estava eu já fazia “Caminhos do Coração” e para ela o Thiago começou a elaborar sinopses de uma novela pra substituir “Vidas Opostas” e comentávamos sobre várias temáticas quando ele apresentou esta de uma trama que tivesse mutantes, experiências secretas e eu imediatamente adorei a trama. Eu sou um fã de ficção-cientifica, este universo é muito interessante de realizar, um desafio.
Qual o processo de escolha de atores? Já que a trama mistura novatos e veteranos… Além de cantores, miss Brasil e tantas figuras da cultura pop nacional.
Alexandre | Como a novela tem um formato mais informal, podemos apostar em coisas diferentes e deu certo, funcional. Os artistas colocamos no grupo circense da novela e funcionou. E como a trama pede uma entrada e saída constante de personagens, a gente sempre aposta em atores novos. Atores que entraram só pra fazer uma participação em “Caminhos do Coração”, estão até hoje no ar, há mais de um ano.
Em uma pesquisa recente com os leitores eles elogiaram personagens coadjuvantes como Perpétua, Chris, Gór e Metamorpho. Você imaginava o sucesso destes personagens coadjuvantes? Isto te surpreende?
Alexandre | Na verdade não surpreende, escalamos o elenco esperando que todos os personagens dêem certo, e acho que estes fazem parte do sucesso da novela. O que ocorre é que às vezes os protagonistas ficam presos a uma linha mais novelística. E estes personagens que não tem tanto compromisso com a novela, com a história principal em si, ficam mais soltos para cenas de luta, de ação. Gerando uma identificação maior com o público neste sentido.
Quais as cenas mais complicadas e demoradas para gravar? O que te dá mais trabalho em “Os Mutantes”?
Alexandre | Algumas coisas complexas, seqüências envolvendo cabos de levitação, cabos pra suspender os atores pra lutas. E pra isto precisamos fazer uma rede de cabos no teto do estúdio e a gente usa muito isto. E não é só complicado de gravar, mas a pós produção também é muito complicada, já que todos os cabos precisam ser apagados no computador. Os efeitos 3D também são complicados, como gerar o lobisomem.
Qual a concepção que vocês usaram na criação dos ETs e das naves extraterrestres? Quais as fontes de inspiração visual?
Alexandre | A gente sempre busca fontes atuais. É mais fácil você contar uma história quando o publico identifica o signo de imediato. Então teve referencias de “Independence Day”, dentre outras fontes.
Como é o processo para fazer os efeitos em um espaço tão curto de tempo que é uma novela diária?
Alexandre | É complicado, porque o nosso processo de gravação é idêntico do usado em Hollywood, o que diferencia a gente é o tempo final. Um frame de “Homem de Ferro” leva 36 horas, a gente faz isto em um tempo infinitamente menor. Gravamos uma cena hoje pra ir ao ar no dia seguinte. O processo de gravação é o mesmo, a pós-produção que é diferente, abrimos mão de uma série de detalhes, mas mesmo assim ficamos numa qualidade igual da televisão americana. Mesmo porque o seriado americano é semanal, a gente é diário.
Você já dirigiu “Kubanacan” que lidava com ficção (viagem no tempo) e “Vidas Opostas” (que tinha muitas cenas de violência). Você gosta do gênero ação/aventura? Se sente confortável para fazer isto no Brasil?
Alexandre | Eu acho um tema super Interessante, é um grande desafio é abordar em novelas algo que só é abordada em cinemas americanos, o leque de temas das nossas novelas é muito limitado. Algo que nem o cinema brasileiro abordou. Gosto de contar histórias diferentes. O publico reclama muito das mesmices das novelas, estamos partindo pra outro caminho. E “Vidas Opostas” e “Caminhos do Coração” seguiram temáticas diferentes e deram muito certo.
A linguagem dos quadrinhos e dos animês influenciaram de alguma forma na concepção visual e na direção de “Os Mutantes”?
Alexandre | Sempre influencia, a gente pode brincar muito com este tipo de universo e sempre que a gente pode coloca nosso pezinho neste tipo de linguagem, mas nem sempre é possível pela questão do tempo.
Já pensaram em lançar histórias em quadrinhos, um desenho animado ou um filme para os cinemas com os personagens da novela?
Alexandre | Não, especificamente isto não entrou em discussão ainda. Esta saindo um novo álbum de figurinhas, deve sair um videogame. Mas estas coisas que você citou ainda não entraram em discussão.
Sobre os produtos licenciados da novela, você citou o game. Será para PC ou videogames clássicos? A Tectoy chegou a lançar até a “TV Colosso” pro Master System.
Alexandre | Pro ano que vem. A principio seria só pra PC, seria um jogo sofisticado, com acabamento de jogo do primeiro. O Thiago ta trabalhando o roteiro do game pra equipe de computação e a proposta é fazer um jogo muito bem trabalhado.
Foram muito elogiadas na internet as duas aberturas da novela. Como surgiram as idéias para cada uma delas? Quem as fez?
Alexandre | Nasceu numa conversa em conjunto com o departamento de aberturas da Record. A gente foi jogando idéias na mesa. A abertura do DNA (primeira temporada), o Thiago tinha pensado para frisar as experiências genéricas.
Outro ponto muito positivo foram às propagandas da primeira fase com posters dos principais mutantes em ação. Como foram feitos os desenhos e trabalhada a idéia? Porque a idéia não foi usada em “Os Mutantes” existem planos de novas imagens do gênero?
Alexandre | Aqueles pôsteres foram parte da campanha de “Caminhos do Coração” e demandou muito tempo, “Os Mutantes” mesmo sendo uma nova novela era continuação da outra não teve o mesmo tempo pra fazer este material gráfico. E não temos previsão pra isto agora em “Os Mutantes”. Mas, claro foi um trabalho bem elaborado com a (agência de publicidade) DPZ, que criaram storybords em cima das nossas sugestões e depois nós aprovamos.
Aproveitando que amanhã (03) será exibido o último capítulo da saga dos mutantes da Rede Record, o Cultureba publica uma entrevista realizada com o autor da trama, Tiago Santiago, feita entre a segunda temporada (“Os Mutantes – Caminhos do Coração”) e a terceira (“Mutantes – Promessas de Amor”).
Entrevista com o autor Tiago Santiago
Tiago Santiago é um autor de telenovelas novo, mas nem por isto deixa de ser importante, tanto que é consultor de teledramaturgia da Rede Record. Filho da atriz e professora Helena Xavier e do administrador de empresas Aresky Santiago, o novelista é casado com a atriz Lígia Fagundes, que também atua na novela “Os Mutantes” no papel de Leonor.
Tiago estreou em 1977 como ator no teatro, ao lado de Dina Sfat, com direção de Paulo José, como o Menino, na peça “Seis Personagens à Procura de Autor”. Depois disto não parou mais e sua participação mais recente foi como um mendigo na novela “Chamas da Vida”.
Em 1990, escreveu seu primeiro trabalho como roteirista de televisão, a minissérie “O Guru”, exibida em cinco capítulos no Programa Teletema, às 17hs, na TV Globo. Em 1991, foi um dos escritores da telenovela “Vamp” na mesma emissora. Em 2004 escreveu sua primeira telenovela como autor titular (ao lado de Anamaria Nunes), a nova versão de “A Escrava Isaura”, na TV Record, dirigida por Herval Rossano. A telenovela se tornou mais uma vez um grande sucesso internacional e foi vendida e exibida em dezenas de países.
Como surgiu a idéia da novela “Caminhos do Coração”? Foi fácil a Rede Record aprovar a idéia?
Tiago | Surgiu aos poucos, depois de “Prova de Amor”. Parti da idéia de trabalhar com mistério policial, várias mortes numa mesma família, com luta de poder por causa de uma empresa, depois resolvi enveredar pelo realismo fantástico e pelo tema dos mutantes. Foi sim fácil aprovar a idéia, até porque venho de uma carreira de sucessos na Record, desde “A Escrava Isaura”.
Quais referências foram usadas para a novela? Já tinha lido “X-men” ou visto “Heroes”?
Tiago | Foram muitas referências. A novela é inspirada em mitos e lendas, p.ex: o afastamento de Marcelo e Maria foi inspirado na “Odisséia”, de Homero. Na verdade, é muito mais uma criação original minha que uma recriação da mitologia grega. Eu me utilizo de temas míticos recorrentes, encontrados em diversas culturas, como o poder de curar, a força descomunal, a metamorfose, as quimeras (misturas de homens e animais), invisibilidade, telepatia, lançamento de raios etc. Sou fascinado por mitologia, desde a infância, em grande parte por causa de Monteiro Lobato e também pela coleção da Abril Cultural, que merecia re-edição. No meu Mestrado em Sociologia, na UFRJ, estudei muito sobre o assunto, li autores como Wladimir Propp (”A Morfologia do Conto”); Levi-Strauss (”A Estrutura dos Mitos”); Jung (”Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo”); Joseph Campbell (”A Jornada do Herói”). Histórias de criaturas maravilhosas com poderes especiais existem em todas as culturas do planeta. Isto quer dizer que existe um fascínio universal da humanidade com este tema de super poderes.
Já estava com sinopse pronta sobre mutantes quando soube da existência de “Heroes”. Sou fã de Stan Lee e suas fantásticas criaturas – X-Men, Hulk, Homem-Aranha – mas na verdade minha novela atual se inspira em dois romances de H.G.Wells – “A Ilha do doutor Moreau” e ” A Guerra dos Mundos” – e na “Viagem ao Centro da Terra”, de Jules Verne, e não em “X-Men”, “Lost” ou “Heroes”.
Como surgiu a segunda temporada “Os Mutantes”? O que destaca de diferente entre as duas fases?
Tiago | Surgiu a partir do sucesso da primeira fase. Eu me baseei em várias referências: os mitos de Atlântida e Agarta; “A Guerra dos Mundos” de H.G.Wells; “A Viagem ao Centro da Terra”, de Julio Verne, entre outras. Outro mote atual da novela – “salvar os bebês para salvar a humanidade” – remete ao tema mítico que se pode ver, por exemplo, nos episódios bíblicos do salvamento de Moisés, no Antigo Testamento, e no sacrifício dos inocentes por Herodes e fuga da família sagrada para o Egito, no Novo Testamento.
Existe a possibilidade de uma terceira fase? Como se chamaria este novo ano e do que ele falaria?
Tiago | Sim. Existe a possibilidade. Depende da continuação do sucesso. Não temos título definido. Estou pensando sobre temas. Se houver, será a partir de março de 2009, provavelmente.
Primeiro mutantes, depois andróide (o robô construído pelo Eugenio) e agora ETs? Porque esta mistura de temas? O que mais falta agora?
Tiago | Os temas estão relacionados à ficção científica. Neste terreno, tudo pode acontecer. O que mais falta? Que tal “A Máquina do Tempo”?
Uma das principais reclamações que nós temos dos fãs da novela é que tudo demora demais pra ocorrer, que um único dia demora muito tempo pra passar. Você como autor, como explica esta possível “demora”, existe planos disto mudar?
Tiago | Os dias demoram a passar porque muita coisa acontece neles. Também é uma estratégia de produção, para permitir que efeitos visuais – às vezes muito demorados – fiquem prontos para exibição, sem prejuízo de continuidade. A novela vai crescer em ritmo e agilidade, em breve.
Em uma pesquisa recente com os leitores perguntamos quais personagens do bem e do mal eram os preferidos deles. Da turma do bem os mais citados foram Perpétua e Chris e da turma malvada foram Gór e Metamorpho. Você imaginava o sucesso destes personagens coadjuvantes? Como planejou cada um deles? Tiago | Sempre penso nos coadjuvantes como protagonistas de suas próprias histórias. Talvez por isso eu tenha tanta facilidade de escalar ótimos nomes para minhas novelas. Os atores sabem que eu escrevo bem para todos, não só para alguns. E temos feito testes sempre para identificar novos talentos. Os que você citou são realmente excelentes.
Você acompanha o licenciamento dos produtos de Caminhos do Coração? Como funciona para uma empresa licenciar a marca?
Tiago | Acompanhei o lançamento de álbum de figurinhas e opinei sobre o desenvolvimento do game. Não tenho notícias sobre outros licenciamentos. Empresas interessadas devem procurar a Record Entretenimentos.
Alguns leitores criticaram o CD e o álbum de figurinhas da marca. Dizem que o CD vem com músicas que foram tocadas poucas vezes na novela, enquanto outras que foram executadas diversas vezes como “Robocop Gay” não estão. E no álbum a reclamação é que existem personagens na capa (Rosana e Glória) que não tem figurinha. Como ocorreu o processo destes produtos? Quais os critérios para elaborá-los?
Tiago | Participo da escolha da trilha musical da novela, mas não tive nenhuma interferência sobre a escolha das faixas do CD. No álbum de cromos, com 64 figuras, quem saiu cedo da trama realmente ficou de fora.
Você soube que várias bancas de jornal de São Paulo estão vendendo um card games “pirata” de “Os Mutantes” e que ele tem feito muito sucesso e sendo muito elogiado, virando marina em algumas escolas? Como encara este tipo de coisa? Já pensaram em lançar um jogo oficial dos personagens?
Tiago | Não sabia. Sei que existe um game sendo desenvolvido.
Você já tem muitos fãs da época da novela “Vamp”, o que mudou na sua vida daquela época pra hoje em dia? Li uma entrevista sua onde você comentou que colou sua mãe em “Prova de Amor” inspirado pelo diretor Jorge Fernando ter colocado a dele em “Vamp”. Que outras lembranças e aprendizados trás desta época?
Tiago | O que mudou é que eu era colaborador e agora sou titular. Na verdade, não me inspirei no Jorge Fernando, não. Risos. Esta notícia não procede. Minha mãe é atriz desde a década de 50. A mãe do Jorginho Fernando virou atriz em “Vamp”, já com mais de 60 anos. São casos completamente diferentes.
Você foi colaborador de “Kubanacan” novela que trabalhou com o conceito de viagens no tempo. Pensou em adotar isto futuramente em “Os Mutantes”?
Tiago | Sim. Vou me inspirar não em “Kubanacan”, mas em mais um romance de H.G.Wells, “A Máquina do Tempo”.
Li recentemente uma declaração sua que personagens dados como mortos como Rosana e Jorge Pontual vão voltar? Até que ponto um personagem dado como morto está realmente morto? A atriz Itala Nadi também deu uma declaração de que está de férias da novela e voltaria a gravá-la em novembro. Afinal, quem fica e quem sai da trama?
Tiago | É verdade que Rosana (Maria Ceiça) e Felipe (Jorge Pontual) vão voltar. Quem é do mal e morre não vai voltar, mas quem é do bem, como Esmeralda (Lana Rodes), por exemplo, tem boas chances de retornar. Isto já aconteceu também com Gisele Policarpo e vai acontecer com Rafaela Mandelli.
Que planos existem para o futuro da novela? Alguma novidade para o começo do ano?
Tiago | Tenho muitos planos. No momento, vamos ver a luta contra os reptilianos. Para a frente, no começo do ano, vamos entrar com todo um núcleo novo, a Escola de Artes Cênicas do Nil Carvalho (Antonio Pitanga).
Saindo um pouco dos mutantes, existe alguma outra novela que você gostaria de escrever?
Tiago | Sim. Se Deus quiser, ainda farei muitas outras novelas, mas prefiro não adiantar nada sobre isto agora. No momento, estou totalmente voltado para “Os Mutantes – Caminhos do Coração”.
Abertura do primeiro capítulo da primeira fase da saga dos mutantes “Caminhos do Coração”:
Uma coisa que todo fã de “Harry Potter” já sabe é que os Dementadores são seres que não distinguem o que é bom ou mau, ou aquilo que entra em sua frente. Agora o público que acompanha a saga de “Os Mutantes” também descobriu isto.
Seres do mal, conhecidos na novela como “Caçadores da Destruição” tornaram-se a ameaça final para a chamada “Liga do Bem” nos últimos capítulos de “Mutantes – Promessas de Amor”, como você pode ver nas fotos acima.
Eles são uma das últimas surpresas da novela, que trouxe de volta personagens que tinham sido ‘abduzidos’ pelos alienígenas (da raça Repliana) como Guiga (Eduardo Lago) ou que simplesmente tinham sumido como Iara (Suyane Moreira). E o retorno deles conseguiu até despistar a mídia especializada em novelas, evitando assim o ’spoiler’ para quem acompanha a trama.
“Mutantes” termina nesta segunda-feira (03) às 20h30 da noite com o combate final entre os humanos e as naves invasoras alienígenas, deixando pra trás a novela que mais contou com ficção cientifica da história da teledramaturgia brasileira.
Ao longo de quase dois anos, a novela apresentou em seus quase seiscentos capítulos: Um Ogro, Homem-Aranha, Alienígenas, Robô, Andróides, Vampiros, Lobisomens, Jacaré gigante, Dinossauros, Mutantes variados, Viajantes do tempo, Dragão, Sapo Gigante, Vírus que transforma pessoas em cobra, dentre outras aberrações e maluquices.
Se não foi a melhor novela de todos os tempos, com certeza foi uma das mais corajosas (e longas) e vai entrar para a história.
A novela “Mutantes – Promessas de Amor” finalmente vai chegar ao final na segunda-feira (dia 03) com 124 capítulos. No total a saga dos mutantes da Rede Record chegará ao seu final com 587 episódios exibidos.
Em suas últimas semanas, a novela ainda arrumou espaço para novidades como um assassino misterioso, que até o final da trama deve matar mais de 20 personagens. Além disto conta com a valiosa participação da atriz Darlene Glória como Arlete, mãe do protagonista.
Mas uma das grandes reviravoltas da trama foi a presença do ator Gilberto Gawronski como o travesti Valquíria Star. Valdemar, ex-marido de Renata (Gorete Milagres) assume sua nova personalidade e volta ao Brasil para encontrar sua filha Marli (Patrícia Werneck), em um momento “Priscilla – A Rainha do Deserto” para a novela da Rede Record. Algo até um tempo atrás pouco provável de ocorrer em uma produção da emissora.
Mas a grande surpresa para quem achava que não faltava mais nada de ‘fantástico’ ocorrer em “Mutantes” é a presença de um dragão(foto) na novela. O ser mitológico aparecer na ilha dos mutantes para atacar a chamada “Liga do Bem” em sua batalha final contra as forças do mal. Mas ele acaba lutando contra um dinossauro (?) e assim os mocinhos escapam.
Abaixo você confere uma cena do capítulo da última terça (21) com a participação do monstro.
Os fãs de “Senhora do Destino” podem ficar sossegados. Como muitos imaginavam a mudança da ‘classificação indicativa’ da novela de 10 para 12 anos (e por consequência seu horário de exibição para depois das 20 horas) foi revisto e tudo terminou em pizza. Pelo menos por enquanto… Mas no final, “Mulheres Apaixonadas” só foi definitivamente proibida de ir ao ar de tarde semanas após seu termino, então…
Segundo o site Na Telinha, a Rede Globo conseguiu efeito suspensivo à decisão de reclassificação da novela de Aguinaldo Silva. Na semana passada, o Ministério da Justiça reclassificou a trama para maiores de 12 anos, por localizar na trama cenas de assassinato, agressão física e verbal e linguagem de conteúdo sexual. A Globo entrou com recurso e conseguiu deferir o pedido de efeito suspensivo e dessa forma “Senhora do Destino” continua no ar no “Vale a Pena Ver de Novo”. Ainda segundo o despacho, a obra será monitorada até a decisão final.
Outra trama reclassificada foi “Mutantes – Promessas de Amor”. Depois de deixar de lado as tramas mais realistas, à novela da Rede Record voltou a apostar todas as suas fichas nas fortes cenas de ação envolvendo mutantes, traficantes e a polícia. Como resultado sua classificação passou de ‘livre’ para ’12 anos’. Isto em nada afeta a trama, que é exibida após as 21 horas, apenas causaria problemas em uma possível reprise no horário da tarde, mas as duas fases anteriores (“Caminhos do Coração” e “Os Mutantes – Caminhos do Coração”) também eram indicadas somente para maiores de 12 anos.
Mas a trama não deve ir longe, segundo o jornal Agora São Paulo, a terceira fase da novela “Os Mutantes” pode acabar dois meses antes do programado. Thiago Santiago, autor da novela, afirmou que a saga deve se encerrar em agosto e não mais outubro, como era previsto. “Não estou satisfeito com a audiência”, desabafou o novelista para a coluna Zapping. O Ibope de “Mutantes – Promessas de Amor” tem ficado entre nove e onze pontos. A trama deve ser substituída por “Bela, a feia”.