Após os piores filmes de 2025, vamos correr para listar os piores programas de 2025 antes que janeiro acabe. Opções não faltaram para sofrer diante da TV ou do computador – e eu não vou incluir Vale Tudo na lista.

MasterChef Celebridades (Band)

“MasterChef” foi um programa que rendeu recordes de audiência para a Band no passado. Mas a fórmula desgastou-se com versões para crianças, profissionais, confeitaria e, agora, famosos. Ninguém comentava o programa, que peca por um ritmo cansativo desde as saídas de Ana Paula Padrão e Paola Carosella.

Big Brother Brasil 25 (Globo)

A apagada vencedora Renata foi à consequência de um programa que não conseguia empolgar; tudo que a produção tentava dava errado devido à escolha equivocada de participantes entrarem em duplas; e a seleção, neste primeiro ano sem o diretor Boninho, falhou. E provou de vez que Tadeu não combina com o programa.

Caldeirão com Mion (Globo)

Marcos Mion já foi símbolo de inovação e ousadia, por isso sua chegada à Globo foi tão comemorada na internet. O programa dele tornou-se repetitivo e parece um misto de “Teleton” com “Fala que eu te escuto”, chegando a ser deprimente. Tudo que não queremos é choro no sábado à tarde.

Refollow e E Agora, Quem Vai Ficar Com a Mamãe? (SBT)

As duas últimas produções de dramaturgia do SBT foram deprimentes. O diretor Ricardo Mantoanelli passa a impressão que fez tudo a toque de caixa antes do último apagar das luzes. Tudo gritava baixo orçamento e pressa.

Aberto ao Público (Globo)

Triste fim do humor na TV aberta. Levar para a televisão uma fórmula que funciona no teatro não é garantia de sucesso, como prova esta atração que não fez ninguém rir e afundou a audiência das noites de terça-feira.

Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário (Globoplay)

Se a novelinha “Tudo Por Uma Segunda Chance” tinha a graça da interpretação exagerada de Jade Picon, o mesmo não ocorreu com “Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário”, que reuniu um texto fraco, direção perdida e elenco amador.

Aqui Agora (SBT)

Um programa sem carisma, eu creio que podemos definir assim. A ideia era ter Macedão da Chinelada no programa, mas ele foi eliminado antes da estreia. Depois vieram Dani Brandi e Marco Pagetti, este último totalmente fora do tom do programa. Para completar, um desconfortável Geraldo Luís. Desnecessário um programa destes em 2025.

Eita Lucas (SBT)

O programa do ex-marido de Carlinhos Maia é a definição perfeita do desconforto de assistir à TV brasileira nos finais de semana. O apresentador Lucas Guimarães é muito ruim, o programa tem uma embalagem amadora, mas, mesmo assim, segue no ar.

Drag Race Brasil (WOW)

A segunda temporada do reality comandado por Grag Queen começou bem, mas, em determinado momento, desandou forte (e a nota do público no IMDB confirma isso), com dois salvamentos duplos. A direção peca em aspectos datados, como fingir uma discussão no júri para a apresentadora interromper – algo que a própria RuPaul abandonou. O pior mesmo foram os jurados: Bruna Braga tem carisma negativo para televisão e não deveria ter voltado; Dudu Bertholini é ótimo para julgar moda, mas passa a impressão de não entender o que é a arte drag. Não precisa nem voltar para um terceiro ano.