O novo streaming do Governo Federal tem levado muitos usuários a conhecer, pela primeira vez, produções audiovisuais brasileiras. Para muitos, o fato de a plataforma ser gratuita incentiva o público a dar uma chance a documentários, animações e longas-metragens produzidos no Brasil.

O portal e o aplicativo Tela Brasil ainda apresentam algumas falhas, mas exploramos o catálogo e encontramos produções que valem o clique.

Aba “Ministério da Cultura”

Reúne obras audiovisuais pertencentes aos acervos de instituições públicas nacionais, como a Cinemateca Brasileira, o CTAv, a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.

SINHÁ MOÇA (1953)

No fim do século XIX, em Araruna, Sinhá Moça, filha de um fazendeiro, retorna de São Paulo influenciada pelos ideais abolicionistas. Ela conhece Rodolfo, um jovem advogado que também defende a causa. Juntos, enfrentam a resistência do pai da moça e ajudam, secretamente, pessoas escravizadas. Após uma tentativa frustrada de fuga, Rodolfo defende um escravizado no tribunal justamente quando chega a notícia da assinatura da Lei Áurea, marcando a libertação dos escravizados.

Aba “Diversidade Cultural”

Reúne obras audiovisuais que representam a diversidade cultural brasileira, abordando temáticas étnico-raciais, de gênero e outras dimensões identitárias.

GAROTO BARBA (2010)

A fábula acompanha Felipe, uma criança que nasceu com uma rara condição que faz crescer barba. Embora goste de ser como é, ele se sente deslocado diante dos olhares preconceituosos das outras pessoas. Quando seus pais decidem submetê-lo a uma moderna cirurgia de remoção dos pelos, o garoto precisa tomar uma decisão drástica, mostrando à família e à cidade que, às vezes, vale a pena lutar por aquilo que realmente somos.

Aba “Infância”

Obras audiovisuais voltadas para a primeira e a segunda infância, além da pré-adolescência.

PARABÉNS A VOCÊ (2019)

Yiúlia sonha em ganhar sua primeira festa de aniversário. Porém, dias antes da comemoração, um parente morre. A menina precisa enfrentar o medo da morte enquanto luta para realizar seu maior desejo.

Aba “Juventude”

Obras audiovisuais voltadas para adolescentes e jovens.

CAPITÃO ASTÚCIA (2025)

Frustrado com a carreira, um ex-astro mirim foge de um programa de revival na TV e se refugia na casa do avô, que não via desde a infância. Lá, descobre que o quadrinista aposentado decidiu se tornar um super-herói. A improvável parceria se transforma em uma bela amizade, enquanto o neto redescobre o prazer de viver por meio do entusiasmo do avô. Juntos, embarcam em uma jornada repleta de humor, ternura e novas perspectivas sobre a vida.

Aba “Artes”

Reúne obras que contemplam diferentes expressões artísticas, como teatro, dança, música, circo, artes visuais, literatura e outras manifestações culturais.

JONAS E O CIRCO SEM LONA (2017)

No quintal de casa, na periferia de Salvador, Jonas, de 13 anos, luta para manter vivo seu pequeno circo. Filho de uma família circense, ele treina os amigos para as apresentações e cobra ingresso da vizinhança. Com o início das aulas, manter o sonho se torna cada vez mais difícil, principalmente porque sua mãe insiste para que ele priorize os estudos. Ao mesmo tempo, os desafios da adolescência o fazem refletir sobre o destino dos sonhos quando a infância fica para trás.

Aba “Brasilidade”

Categoria que reúne obras audiovisuais que exploram as múltiplas expressões da identidade brasileira, abordando regionalidades, territórios, memórias, laços familiares, meio ambiente e justiça climática.

STONE HEART (2021)

Guerras, epidemias, a escassez de recursos naturais e o colapso social transformaram os seres humanos em criaturas de pedra, aprisionadas aos seus piores vícios. Tudo muda quando uma flor surge e liberta um dos “Stone Walkers” desse isolamento.

Aba “História e Estética do Cinema Brasileiro”

Categoria dedicada às obras que percorrem a história e as transformações estéticas do cinema brasileiro, dos ciclos regionais e das chanchadas ao Cinema Novo, ao cinema udigrúdi, à pornochanchada, à retomada e à pós-retomada, além de produções de estúdios, TVs pioneiras, cinejornais e registros históricos.

ATÉ ONDE PODE CHEGAR UM FILME DE FAMÍLIA (2019)

O documentário investiga o filme familiar Reminiscências (1909–1926), de Aristides Junqueira. Por meio de imagens de arquivo, cenas domésticas, entrevistas e narração em off, a produção revela a trajetória pouco conhecida do cineasta e as histórias por trás de um dos mais antigos registros em película realizados no Brasil. A pesquisa oferece novos olhares sobre a obra ao combinar diferentes linguagens documentais em uma investigação que une memória familiar e história do cinema brasileiro.