O Cavaleiro das Brejas está de volta! Junto com a estreia de “Overman – O Filme” nos cinemas, a editora Z Edições lança “Overman – O Livro”, uma publicação que reúne todas as tiras do irreverente super-herói criado por Laerte Coutinho, além de sua história de origem, até então quase inédita.

A obra chega em duas versões: Standard e Luxo. O lançamento ocorreu com uma campanha no Catarse, iniciada em 6 de outubro, mesma data em que o longa-metragem teve sua estreia na Mostra de Cinema do Rio de Janeiro. Agora, o personagem também chega às salas de cinema nesta quinta-feira, dia 22 de outubro, com Caco Ciocler no papel do protagonista e direção de Tomas Portella.

Criado na década de 1990, Overman é um herói que tem muito pouco do perfil tradicional dos salvadores da humanidade. Além de superpoderes, ele carrega superemoções, supervícios e superfalhas de caráter. Ao lado de seu quase fiel ajudante Ésquilo, combate o Mal sem necessariamente saber diferenciar o certo do errado.

Desempregado, endividado e escondido em uma pensão de terceira categoria, Overman representa uma versão nada glamourosa do super-herói brasileiro. Entre excessos e crises existenciais, ele enfrenta problemas que parecem muito mais próximos da realidade do país do que das ameaças cósmicas dos quadrinhos tradicionais.

No filme, a oportunidade de mudar de vida surge quando o governador oferece ao herói um emprego na Secretaria de Segurança Pública. Disposto a recuperar o prestígio perdido e encontrar algum propósito para sua existência, Overman volta à ativa ao lado de sua nova parceira, Pâmela, a Mulher-Cachorro.

A dupla precisa enfrentar antigos inimigos para impedir que a cidade mergulhe no caos. No entanto, conforme a ameaça aumenta, o protagonista percebe que seu verdadeiro adversário pode estar muito mais perto do que imaginava. Antes de salvar a cidade, ele terá de descobrir que tipo de herói está disposto a ser.

Com o lançamento do livro, os fãs de Laerte ganham a oportunidade de revisitar a trajetória completa de um personagem que satiriza tanto os super-heróis tradicionais quanto as contradições do brasileiro comum. Afinal, nem todo herói precisa salvar o mundo para protagonizar boas histórias — às vezes, sobreviver à própria vida já é um desafio e tanto.