
O que existe em comum entre a Revolução Francesa, os protestos nas ruas da França em 2026 e uma personagem de mangá que atravessou gerações. “Lady Oscar” voltou a chamar a atenção na França depois que um cartaz exibido por um manifestante viralizou na internet.
Criado por Riyoko Ikeda, “Lady Oscar”, também conhecido como “Rosa de Versalhes” ou “Versailles no Bara”, é um mangá publicado originalmente entre 1972 e 1973. A história se passa na França do século XVIII, durante os acontecimentos que culminaram na Revolução Francesa.
A protagonista, Oscar François de Jarjayes, é a caçula de uma família nobre. Como seu pai desejava um herdeiro para seguir a carreira militar, decidiu criá-la como homem. Oscar acaba se tornando comandante da Guarda Real, em uma trama que mistura conflitos políticos, questões de gênero e acontecimentos históricos.
Agora, a personagem também apareceu nos protestos que vêm ocorrendo em território francês. Um cartaz chamou a atenção ao questionar, em tom provocativo: “E a Lady Oscar, ela protestava pacificamente???”. Em francês, a frase foi escrita como: “Et Lady Oscar, elle protestait pacifiquement ???”.
A repercussão também chamou a atenção da especialista em quadrinhos Valéria Fernandes, do site Shoujo Fan. Em suas redes sociais, ela destacou a força da obra de Riyoko Ikeda: “A influência do mangá de Riyoko Ikeda é um negócio monstruoso”.
O episódio mostra como “Lady Oscar” continua presente no imaginário popular francês décadas depois de sua publicação original. Mais do que uma obra ambientada em um dos períodos mais marcantes da história do país, o mangá segue vivo na cultura e nas referências utilizadas até mesmo em manifestações políticas.

David Denis criou o seu primeiro site em janeiro de 1999; o Cultureba entrou no ar em julho de 2005.
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