O Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade segue como um dos principais eventos brasileiros dedicados à produção cultural LGBT. Criado em 1993, em São Paulo, como um festival internacional de cinema, o evento ampliou suas fronteiras ao longo das décadas e passou a contemplar também literatura, teatro, games e outras manifestações artísticas.

Em sua 34ª edição, o festival adota o tema “Queer Futurismo” e reúne produções nacionais e internacionais que exploram diferentes possibilidades de representação e narrativas da diversidade. A programação inclui ainda o MixLab Spcine, que chega à sua 11ª edição com atividades gratuitas voltadas à formação, à criação e ao mercado audiovisual.

Entre formação, debates e encontros, o MixLab busca aproximar a criação artística das condições de produção e circulação, promovendo o compartilhamento de experiências e ampliando as possibilidades de contar histórias.

A programação reúne cinema, teatro, games e realidade virtual em oficinas, palestras, debates e experiências que exploram diferentes linguagens e narrativas LGBTQIA+.

Entre os destaques estão a conversa “Feiúra como categoria política”, debates sobre envelhecimento e sexualidade LGBT+, o workshop “Fucking Different Generations”, experimentações em realidade virtual e machinima, além da leitura dramática de “ChemSex”, seguida de debate.

O audiovisual também ganha espaço com atividades sobre inteligência artificial na pós-produção, efeitos visuais, construção de webséries sáficas e produção de novelinhas verticais.

Já no eixo de mercado, o Pitching MixBrasil+MALA conecta projetos de curtas e longas-metragens a profissionais do audiovisual latino-americano, criando oportunidades de articulação e desenvolvimento de novas produções.

O 34º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade acontece de 11 a 22 de novembro de 2026. Já o MixLab Spcine será realizado de 12 a 19 de novembro, no Instituto Cervantes, localizado na Avenida Paulista, 2439, térreo, em São Paulo.

Mostra reúne filmes de 30 países

A seleção do Festival reúne 49 filmes de 30 países, com a proposta de provocar, emocionar e projetar todos os futuros possíveis. A programação inclui obras reconhecidas no circuito de festivais como Cannes, Berlim, Sundance e Veneza, além de produções que, segundo a organização, são em sua maioria inéditas no Brasil.

Abaixo as principais categorias.

Competitiva Brasil — Longas-metragens

  • “A Margem do Rio”, de Enock Carvalho e Matheus Farias;
  • “A Professora de Francês”, de Ricardo Alves Jr.;
  • “As Aparências Enganam”, de Sabrina Greve e Luciano Patrick;
  • “Eu Vou Ter Saudades de Você”, de Daniel Ribeiro;
  • “London”, de Victor Di Marco e Márcio Picoli;
  • “Não Estamos Sonhando”, de Ulisses Arthur;
  • “Olhe para Mim”, de Rafhael Barbosa;
  • “Pequenas Tragédias”, de Daniel Nolasco;
  • “Privadas de Suas Vidas”, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner;
  • “Sabes de Mim, Agora Esqueça”, de Denise Vieira.

Panorama Internacional — Longas-metragens

A seleção internacional apresenta produções de diferentes países, com histórias que atravessam questões de identidade, afetividade, sexualidade e representação.

  • “A Bola Preta” (“La Bola Negra”), de Javier Calvo e Javier Ambrossi — Espanha e França;
  • “A Greve” (“The Strike”), de Gabrielle Stemmer — França;
  • “Adeus, Amor” (“Adiós, Amor”), de Indra Villaseñor Amador — México;
  • “Agro Queer” (“Pédale Rurale”), de Antoine Vazquez — França;
  • “Algo Que Você Deveria Saber Sobre Mim” (“Something You Should Know About Me”), de Andy Fidoten — Estados Unidos;
  • “Amantes no Céu” (“Amantes en el Cielo”), de Fermin de la Serna — Argentina, Peru, Alemanha e Estados Unidos;
  • “De Trás da Porta Aberta” (“Behind the Open Door”), de Todd Verow — Estados Unidos;
  • “Barbara Forever”, de Brydie O’Connor — Estados Unidos;
  • “Covarde” (“Coward”), de Lukas Dhont — Bélgica, França e Países Baixos;
  • “Este Corpo Meu” (“Este Cuerpo Mio”), de Afioco Gnecco e Carolina Yuste — Estados Unidos;
  • “Jim Queen”, de Marco Nguyen e Nicolas Athane — França e Bélgica;
  • “Leviticus: Ritual de Sangue” (“Leviticus”), de Adrian Chiarella — Austrália;
  • “Meninas e Meninos” (“Girls & Boys”), de Donncha Gilmore — Irlanda;
  • “O Círculo Ártico da Luxúria” (“The Arctic Circle of Lust”), de Markku Heikkinen — Finlândia, Alemanha e Suécia;
  • “Os Dias Possíveis — Trilogia Sobre a Ternura” (“Los Días Posibles — Trilogía Sobre la Ternura”), de Rodrigo Guerrero — Argentina;
  • “Parada Noturna” (“Du Fioul Dans Les Artères”), de Pierre Le Gall — França e Polônia;
  • “Sou Mario” (“Soy Mario”), de Sharon Kleinberg — México;
  • “Teste” (“Test”), de Sam McConnell — Estados Unidos;
  • “Warla”, de Kevin Alambra — Filipinas.