A 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo chegou ao fim com uma cerimônia de premiação realizada na quinta-feira, 29 de outubro, na capital paulista. A lista de vencedores reúne os prêmios do júri, do público e da crítica, além de outras premiações concedidas durante o evento.

Um dos reconhecimentos que mais despertaram debates foi o Prêmio Netflix. A iniciativa provocou discussões nas redes sociais, especialmente no X / Twitter.

Uma usuária questionou a influência estrangeira sobre a cultura brasileira. @marinarodri__ disse “Prêmio Netflix. O buraco ta fundo demais, galera! É a cultura sendo pautada por meia dúzia de gringo enfiando suas influências financeiras em festival feito com apoio público”.

Por outro lado, a premiação também encontrou defensores. Outros usuários argumentaram que a Netflix oferece uma oportunidade ao apadrinhar uma produção nacional. @davi2540 declarou “Lembrando que a maioria desses filmes de festival acabam não chegando ao grande público”. @iscbicohds completou “Gente, acho um pouco too woke. A distribuição de filmes no Brasil é uma merda, a Netflix se dispõe todo ano a colocar um filme BRASILEIRO no catálogo deles e traduzir pra trocentos países, querendo ou não é uma janela gigantesca e mundial de exibição, não é nem um pouco ruim”.

O vencedor da edição anterior, de 2025, o filme “Virtuosas”, ainda não tem data de estreia na Netflix, mas deverá ser distribuído em 190 países após conquistar o prêmio.

Em sua quarta edição, o Prêmio Netflix tem como proposta valorizar o cinema brasileiro e proporcionar alcance internacional às produções escolhidas. Neste ano, o vencedor foi “Talismã”, que retrata os dilemas de uma professora de dança cuja rotina familiar sofre uma transformação quando sua filha pequena é selecionada para participar de um programa de talentos na televisão.

Outro destaque foi o Prêmio Queer. Na categoria de filme internacional, o vencedor foi “Eu Planto Minha Mão no Jardim”. Já o prêmio nacional ficou com “London”.

Entre os principais reconhecimentos da mostra, o prêmio de melhor ficção, teve três vencedores diferentes. Pelo júri o vencedor foi “Cinco Anos, Quatro Meses”. Na votação do público, o merecedor foi “Feito Pipa”. Já o prêmio da crítica para melhor filme brasileiro ficou com “Pequenas Tragédias”.

Confira abaixo a lista completa dos vencedores da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Prêmio do Júri

O júri oficial foi formado pelos cineastas Boots Riley, dos Estados Unidos; Ali Asgari, do Irã; Cesar Augusto Acevedo, da Colômbia; e Laís Bodanzky, do Brasil.

  • Melhor Ficção: “Cinco Anos, Quatro Meses”, de Esteban Hoyos García e Juan Miguel Gelacio.
  • Melhor Documentário: “O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas”, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada.
  • Melhor Direção: Fernanda Tovar, por “Chicas Tristes”.
  • Prêmio Especial do Júri: “Edward Said: Entre Mundos”, de Maiken Baird.

Prêmio do Público

Os filmes escolhidos pelo público foram:

  • Melhor Documentário Brasileiro: “Fernanda”, de Pedro Waddington.
  • Melhor Filme de Ficção Brasileiro: “Feito Pipa”, de Allan Deberton, e “100 Dias”, de Carlos Saldanha.
  • Melhor Documentário Internacional: “O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas”, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada.
  • Melhor Filme de Ficção Internacional: “O Sentido da Vida”, de Ryūsuke Hamaguchi.

Prêmio da Crítica

A crítica também escolheu dois destaques da edição:

  • Melhor Filme Internacional: “Chicas Tristes”, de Fernanda Tovar.
  • Melhor Filme Brasileiro: “Pequenas Tragédias”, de Daniel Nolasco.

Outros prêmios da 50ª Mostra

Além das categorias principais, a edição contou com premiações voltadas a diferentes áreas do cinema e à diversidade de produções.

  • Prêmio Brada de Melhor Direção de Arte: “O Julgamento de Hein”, de Kai Stänicke.
  • Prêmio Netflix: “Talismã”, de Thais Fujinaga.
  • Prêmio Paradiso: “A Professora de Francês”, de Ricardo Alves Jr.
  • Prêmio Prisma Queer de Melhor Filme Internacional: “Eu Planto Minha Mão no Jardim”, de Boris Hadžija e Hoda Taher.
  • Prêmio Prisma Queer de Melhor Filme Brasileiro: “London”, de Victor Di Marco e Márcio Picoli.
  • Prêmio Prisma Queer Especial do Júri: “A Paixão Segundo G.H.B.”, de Gustavo Vinagre e Viva Couto.