Diversos críticos, como Waldemar Dalenogare, defendem há anos que não faz mais sentido adiar por meses a estreia de um filme no Brasil em relação ao lançamento internacional. Em tempos de streaming, internet rápida e pirataria cada vez mais acessível, a demora acaba estimulando o público a procurar outras maneiras de assistir às produções antes de sua chegada aos cinemas brasileiros.

O crítico Renan Guerra foi um dos que recentemente reclamaram, no X (antigo Twitter), da demora para a estreia de “A Bola Negra” (La Bola Negra) no circuito brasileiro. O lançamento está previsto apenas para fevereiro de 2027. Em sua publicação, ele questionou:

“Eu fico passado com o fato de eles terem agendado o lançamento de ‘La Bola Negra’ pra fevereiro de 2027 aqui. Até lá todo mundo já viu on-line. Qual a dificuldade de colocar o lançamento aqui mais alinhado com o lançamento no resto do mundo???”

De fato, o Brasil é um dos países onde filmes circulam rapidamente de maneira irregular pela internet. Quando o assunto envolve produções LGBT, esse processo pode ser ainda mais acelerado. Basta lembrar o fenômeno da franquia “Drag Race”, cujos episódios frequentemente aparecem em grupos do Telegram e em links do Google Drive compartilhados nas redes sociais.

No caso de “A Bola Negra”, a situação parece se repetir: parte dos brasileiros que aguardava ansiosamente pelo filme já encontrou maneiras de assisti-lo antes mesmo da estreia oficial. Fica a pergunta: será que ainda faz sentido manter uma janela de lançamento tão distante entre o Brasil e o restante do mundo?

Lembrando que “A Bola Negra” poderá ser visto no Festival MixBrasil 2026.